Na manhã da última quarta-feira (2), por volta das 12h, funcionários de uma das unidades da empresa Romera, que está localizada na Rua Dr. Hugo de Mendonça, decidiram fechar as portas da loja em forma de protesto contra o atraso salarial que perdura há quase 4 meses. Segundo informações, a empresa encontra-se em uma crise financeira e, apesar de diversas tentativas para se reerguer, estaria entrando em processo de falência.
De acordo com funcionários, a sede da empresa, situada em Belém, não teria entrado em contato com as filias e nem cedido informações de quando o pagamento seria realizado, além disso, não apresentou propostas para tentar negociar os pagamentos atrasados. Relatam ainda que, mesmo sem receber, era exigido que todos cumprissem com horários de entrada e saída, e com as metas mensais de vendas.
Conforme informado, somente na Loja da Rua Dr. Hugo de Mendonça, cerca de nove funcionários teriam deixado a empresa devido a falta de pagamento e pronunciamento dos superiores. Ainda assim, nenhum deles teriam recebido parte de seus salários, seguro ou FGTS. Diante deste problema, viram-se obrigados a abrirem processo judicial contra a empresa em busca de soluções.

Loja Romera da Rua Dr. Hugo de Mendonça. (Foto: Magno Sousa)
"As pessoas que saíram antes de mim, que entraram na justiça para ver se conseguia pelo menos o seguro, mas até hoje tem gente que nunca recebeu nada", disse um ex-funcionário, que preferiu não se identificar.
Um dos colaboradores, que está afastado há cerca de um mês, afirmou que estava há mais de 3 meses sem receber, por isso, precisou buscar outro emprego para pagar as contas que estavam atrasadas. Os responsáveis pelo estabelecimento não o procuraram para fazer acerto dos valores não pagos pelos serviços prestados.
"Não dava para continuar trabalhando em um local onde eles queriam que a gente trabalhasse certo, cumprisse o horário, mas não pagavam. Eles enchiam muito a cabeça da gente dizendo que a empresa estava melhorando, que já estava voltando. Tinha pessoas que acreditavam e continuaram e agora deu no que deu. Não fizeram acerto comigo nem nada, nunca tocaram no assunto", destacou.
O Giro tentou contato com a administração da empresa, mas não obteve retorno. Outros funcionários preferiram não falar nada.