Funcionária de banco é presa suspeita de desviar dinheiro de idosos em Novo Progresso

Polícia Civil identificou prejuízos de R$ 138.977,66 e R$ 49.950,00 em contas de dois clientes do Banco da Amazônia.

Por Rubson Vieira

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Foto: Polícia Civil
Suspeita de desviar dinheiro de clientes idosos foi presa pela Polícia Civil em Novo Progresso.

Uma funcionária do Banco da Amazônia (BASA) foi presa preventivamente em Novo Progresso, às 6h30 desta sexta-feira (30), suspeita de desviar dinheiro de clientes idosos. A Polícia Civil cumpriu também dois mandados de busca na Operação Rastro Oculto.

A investigação começou após um idoso denunciar movimentações financeiras não autorizadas em sua conta, com prejuízo de R$ 138.977,66.

Três policiais civis de costas diante de uma mesa na varanda de uma residência.
Policiais civis participam da Operação Rastro Oculto em Novo Progresso.Foto: Polícia Civil

As buscas ocorreram em um apartamento na Avenida Jamanxim, no bairro Rui Pires de Lima, e em um imóvel na Rua Siébra Maia, no bairro Jardim Santarém. A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso.

Dois policiais civis na entrada de um prédio com fachada laranja e placas comerciais.
Policiais civis atuam na entrada de um imóvel durante as diligências.Foto: Polícia Civil

Aplicativo em celular próprio

Segundo a Polícia Civil, os indícios apontam que a suspeita se aproveitou da relação de confiança com o primeiro denunciante para cadastrar o aplicativo bancário em um celular próprio. Com esse acesso, ela realizou sucessivas transações fraudulentas na conta do cliente.

A análise financeira e o levantamento de imagens de segurança apontaram indícios de uso do dinheiro da vítima em compras. Entre elas, a polícia identificou um iPhone 17 Pro Max, de 512 GB, avaliado em R$ 9.890,00, adquirido no município. Os investigadores também relataram um padrão de vida marcado por diversas viagens.

Com quebras de sigilos bancário e telemático autorizadas pela Justiça, a investigação encontrou indícios de outra vítima: um idoso com prejuízo de R$ 49.950,00. Para a polícia, outras movimentações financeiras de valores elevados apontam a possibilidade de mais clientes atingidos.

Policial de costas examina espaço com armário, cestos, cadeiras e utensílios domésticos.
Policial civil realiza busca em cômodo com objetos domésticos.Foto: Polícia Civil

Monitoramento antes da prisão

A Polícia Civil informou que a suspeita deixou Novo Progresso depois de tomar conhecimento das investigações e de seu afastamento das atividades bancárias. A partir daí, passou a se deslocar por diferentes localidades e foi monitorada pelo serviço de inteligência.

Inicialmente, os investigadores localizaram a suspeita em uma região ribeirinha de difícil acesso em Abaetetuba, no Pará. Houve articulação com a Superintendência Regional do Tapajós e a Delegacia de Homicídios de Abaetetuba para viabilizar o acesso fluvial ao local.

Em 28 de outubro, o monitoramento identificou sua presença no Aeroporto Internacional de Belém, seguida de deslocamentos por Guarulhos (SP) e Sinop, em Mato Grosso. A polícia paraense também articulou apoio com a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

No fim da tarde de quinta-feira (29), a investigada foi localizada em uma área rural de Castelo dos Sonhos, no Pará. Segundo a Polícia Civil, a estratégia priorizou a prisão em Novo Progresso para permitir buscas simultâneas nos imóveis e a apreensão de celulares e outros elementos de prova.

A investigação apura suspeitas de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e estelionato, com possível prática continuada.

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Fonte: Giro Portal