
Na tarde do último domingo (04), o jovem Rubenilson Corrêa de 28 anos, teve sua mão decepada por um agente de segurança privada que trabalhava no balneário Jacarezinho naquela tarde. A vítima teve sua mão amputada e correu o risco de ter que ser transferido para a cidade de Santarém para melhores procedimentos, já que, segundo familiares, o braço de Nilson, como é chamado, estava infeccionado.
Na tarde desta segunda-feira (05), amigos, familiares e pessoas próximas da família se concentraram nas dependências da delegacia de polícia de Itaituba para pedir justiça, havia a possibilidade de que o acusado se apresentasse as 16:00, mesmo horário em que o grupo iniciou a concentração. Até o fechamento dessa matéria o acusado não se fez presente na delegacia para prestar depoimento sobre o caso, e a família permanece no local.
Caso o acusado não se apresente nas próximas horas, o grupo levanta a possibilidade de fazer uma manifestação na sede da empresa de segurança. Foi constatada uma forte motivação por justiça por parte de todos que alí estão.

A mãe de Rubenilson, dona Maria Raimunda Barbosa Corrêa também se faz presente, em entrevista emocionada ela conta que está muito "sentida", e diz ainda que o filho é um homem muito trabalhador e assumiu o papel de pai da família após a morte do pai, é ele quem sustenta a casa com todo esforço. "depois que meu marido morreu é ele quem sustenta nossa casa, o pouco dinheiro que ele ganhava sempre me dava. Jamais esperei que acontecesse uma coisa dessa com meu filho. Como que meu filho vai trabalhar agora? queremos justiça." Fala emocionada dona Maria
Segundo informações de uma pessoa que esteve com Rubenilson nesta segunda-feira (05) no hospital, o jovem teria relatado que se não colocasse a mão para se protejer, a "facãozada" teria sido do pescoço, teria sido fatal. Fala ainda que testemunhas relataram que o acusado ao ver que havia decepado a mão do rapaz ainda teria dito "era pra ter cortado era a cabeça dele".
O delegado Conrado orientou a família que abrisse processo para pedir indenização ao acusado, e que ele seja obrigado a pagar uma pensão à vítima pro resto da vida já que querendo ou não, o acontecido lhe impossibilita de ter uma vida normal.
A população se pergunta: O que justifica um ato de tamanha covardia? um ser humano capaz de fazer uma coisa dessa não tem condições nenhuma de atuar na segurança de qualquer evento ou estabelecimento.