Familiares do detento encontrado morto em janeiro, na Casa Penal de Itaituba, procuraram o Giro atrás de informações a respeito do parente que estava sem dar notícias há nove anos.
O preso, que já havia tentado cometer suicídio, foi encontrado morto na madrugada do dia 14 de janeiro de 2019. Gilson Pereira do Carmo tinha 38 anos e estava preso acusado de estupro de vulnerável.
Na ocasião, Alnecy Lopes, diretora da casa Penal, baixou uma portaria de sindicância administrativa para apurar a real causa da morte, que segue em investigação pelas autoridades competentes.
Conversamos com um sobrinho de Gilson que, atualmente, mora na Bahia. Segundo ele, Gilson era o caçula de sete irmãos que moram estão espalhados pelos estados Tocantins, Goiás, Pará e até fora do país. Nem todos os irmãos sabem da notícia ainda, por conta da dificuldade de comunicação em algumas localidades.
"Quem ficou mais abalada com tudo foi minha tia, irmã dele, a Neuza, ela é muito religiosa e estava muito esperançosa de reencontrar ele pra tentar resgatar nele o amor pela família e por Deus também." Nos contou, o familiar.
Neuza, irmã do falecido detento, buscava informações do irmão quando digitou seu nome em um buscador de internet e acabou encontrando a reportagem, no Portal Giro, que tratava de seu falecimento. Agora, ela diz que a família procura pessoas de Itaituba que sejam próximas a ele, para saber mais de como o irmão vivia aqui, se tinha constituído família, se teve filhos etc...
"Soube pelo o site de notícias de vocês. Já tinha 9 anos sem notícias, não sabíamos onde morava e nem que estava preso. Não pretendemos fazer nada, pois nada que fizermos trará a vida dele de volta. E, se já foi sepultado não vamos mexer no que está quieto." Desabafa a irmã.
O sobrinho diz sentir muito a perda, pois eram muito próximos antes do sumiço do tio e alimentava esperanças de reencontra-lo, um dia. Os dois foram criados juntos, porque os irmãos perderam o pai muito cedo; Gilson ainda era bebê de colo e fora criado por seu irmão mais velho, pai deste sobrinho.
"Ele começou a trabalhar fora com 17 anos, em fazendas, mas voltava para dar noticias. Quando eu tinha 16 anos, ele voltou a morar perto do meu pai, mas por pouco tempo. Depois de um ano e meio ele foi novamente trabalhar numa fazenda e não voltou mais, e nos dava notícias por telefone. Mas o número dele deixou de responder. Em 2017 soubemos que ele estava no norte do Pará trabalhando em uma fazenda, tinha casado e virado crente. Estava um pouco mais gordo, pois tinha largado a bebida." Relatou.
Ele encerra a conversa dizendo que gostaria de ter dado uma despedida digna ao tio.