Um grupo de enfermeiros de Itaituba estão levantando questionamentos sobre a transparência do Processo Seletivo Simplificado nº 003/2025-PMT, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Trairão, e afirmam que pretendem acionar o Ministério Público para investigar possíveis irregularidades. O certame, destinado à contratação temporária de profissionais de saúde, tem gerado insatisfação entre os participantes devido a alegações de descumprimento das regras previstas no edital e suspeitas de favorecimento na seleção.
De acordo com relatos obtidos pela nossa equipe, enfermeiros experientes, com formação complementar e especializações, não foram classificados, enquanto candidatos recém-formados, sem comprovação de experiência, constam entre os aprovados. Os denunciantes alegam que o edital exigia critérios como experiência profissional mínima de seis meses, cursos de formação complementar e especializações, que deveriam ser avaliados na pontuação, mas apontam que esses parâmetros não parecem ter sido devidamente considerados.
Outro ponto questionado pelos profissionais é a ausência de uma lista completa de candidatos inscritos com suas respectivas pontuações, prática comum em processos seletivos que garante maior transparência. Segundo os enfermeiros, a divulgação limitou-se aos nomes dos candidatos aprovados, sem informações detalhadas sobre as notas ou classificação de todos os participantes, o que impossibilita qualquer questionamento ou verificação do processo.
Um dos denunciantes destacou que recém-formados por uma instituição de ensino local, sem qualquer experiência ou formação complementar, estão entre os aprovados, o que reforça as suspeitas de possíveis favorecimentos.
Diante das inconsistências apontadas, os enfermeiros afirmam que irão acionar o Ministério Público (MP) para solicitar a apuração rigorosa do processo e a revisão das classificações. Segundo eles, a questão não se trata apenas de garantir vagas no certame, mas de assegurar que o processo seja conduzido com transparência, justiça e respeito às regras estabelecidas. Os profissionais também cobram explicações da Prefeitura de Trairão e da Secretaria Municipal de Saúde, mas até o momento não receberam nenhum posicionamento oficial.