A empresária Erislene Costa de Jesus, também conhecida pelo apelido de Lena, compareceu na 19ª Seccional de Polícia Civil de Itaituba na manhã desta terça-feira (20), para denunciar que teve suas redes sociais hackeadas e utilizadas por criminosos, que se aproveitaram dos contatos que a vítima possui, para que realizar golpes.
De acordo com a vítima, por volta das 17h40 de segunda-feira (19), uma amiga entrou em contato e avisou que o perfil dela no Instagram estaria sendo usado para praticar estelionato. A amiga mandou prints das conversas e perguntou se era Lena que estaria conversando com ela. A empresária afirmou que não, então a outra mulher enviou mais prints com informações.
“Eu disse não, aí ela foi e mandou os prints da conversa que ela tava tendo. Ela mandou tipo como se uma página da Nubank, como se fosse uma conta, abriram uma conta com o meu nome, colocaram um valor fake, que eu já teria ganhado, fazendo essa transação e aí tem uma tabela de preços, tipo assim, a pessoa faz um investimento de 300 reais aí ela vai ganhar X de valor”, explicou Lena.
Depois dessa informação, Erislene de Jesus abriu o Facebook e já tinham cancelado o seu acesso a conta, e percebeu que também tinham bloqueado seu acesso no Instagram. Tinha notificações no Facebook, das quais a vítima tirou prints, e depois Lena conseguiu fazer uma denúncia pelo perfil do WhatsApp e do Facebook também.
Por volta das 22h de segunda, um amigo de Lena chegou em sua residência dizendo que teria feito um pix no valor de R$ 650,00 com a promessa de receber R$ 3 mil de volta. O pix para qual o homem fez a transferência seria supostamente da empresária.
“Ele disse assim, 'Lena, eu confiei porque como nós trabalhamos em conjunto com marketing multinível e nós realmente ganhamos dinheiro com isso e sempre foi um negócio de trabalho profissional e sério, então assim eu confiei' porque eu era líder dele nessa equipe, então ele disse ‘eu confiei e não fiz muita pergunta e aí eu só fiz o pix, mas eu só fui me tocar, porque a promessa era que no máximo em 30 minutos eu teria o retorno, aí eu fiquei pensando e fiz uma pergunta que só você poderia me responder, e aí a pessoa parou de me responder’, isso depois que ele já tinha feito o pix”, conta a empresária.
Uma prima de Erislene, que mora e tem uma loja em Santarém, também quase caiu no golpe, mas nesse caso os golpistas estariam utilizando uma conta do WhatsApp com a foto de Lena. Segundo a empresária, apesar do perfil ter a sua foto, o número utilizado não era o dela, inclusive o código de área do número era 41, que é do estado do Paraná.
Diante da situação, Erislene de Jesus pede que conhecidos, clientes e amigos não façam nenhum tipo de transferência/pagamento para ela ou respondam nenhum tipo de conversa em suas redes sociais, uma vez que pelo menos no período de 30 dias a mesma irá tentar resolver o caso e trocar todos os seus contatos.