Um cenário de devastação foi encontrado em uma área antes protegida, localizada às margens de uma via de acesso à zona portuária de Miritituba. De acordo com documentação oficial emitida pelo Incra, a área pertence a uma família que mantém um empreendimento de logística na região e é também proprietária da via de acesso.
No local, permanece a placa instalada após a titulação definitiva da terra, agora acompanhada de uma nova sinalização com os dizeres: "propriedade particular; entrada proibida; proibido caçar e pescar". A descoberta dessa segunda placa levantou suspeitas entre os proprietários, que, poucos dias depois, flagraram tratores operando na área em uma tentativa de invasão.
Segundo o empresário Antônio Neto, os trabalhadores alegaram que a área havia sido adquirida legalmente por uma empresa vizinha e apresentaram como comprovação apenas um documento particular de compra e venda, sem valor jurídico. Diante da situação, os proprietários solicitaram a retirada imediata das máquinas.
Antônio Neto apresentou toda a documentação que a família possui, acumulada ao longo de mais de trinta anos de ocupação da área, todos emitidos ou avaliados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, através do Incra. Entre os documentos, destacam-se a Certidão Negativa de Débito, a Certidão de Autenticidade de Título e o Título Definitivo.
Os documentos estão registrados em nome de Patrícia Regina de Morais Batista, irmã de Antônio Neto. Patrícia também se mostrou surpresa com a tentativa de invasão e, principalmente, com a devastação de parte da área, que inclui um igarapé e a mata ciliar que permanecia preservada.