Em sessão na Câmara Municipal de Itaituba, nesta terça-feira (15), o veredaor Wescley Tomaz se pronunciou devido ao fato de operários, compradores de ouro e garimpeiros, questionarem a participação da Câmara diante do que tem ocorrido nas áreas garimpeiras, envolvendo as operações da Polícia Nacional, Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e outros órgãos.
Durante o discurso, o vereador afirmou que a Câmera tem cumprido seu papel e que ele tem sido o representante do poder legislativo na questão da mineração. O parlamentar deu "crédito" ao "Dr. Eric James" pelas ações dos diversos ógãos da segurança pública que estão sendo desenvolvidas na região.
"Essas ações que estão ocorrendo em nossa região eu coloco na crédito e parabenizo aqui, através da tribuna da Câmara, o Dr. Eric James, foi ele quem chamou, querendo se promover, com qual interesse eu não sei, dizendo que o garimpo do auto Tapajós está poluindo Alter do Chão, porque a poluição do garimpo do auto Tapajós pula Itaituba e vai parar lá em Alter do Chão", afirmou.
Wescley acrescenta que, há menos 20 dias, essa situação tem chamado a atenção de todo o Brasil, visto que o país é "ambientalista". No entanto, é "essa profissão que move a nossa economia. Lá fora todos nós somos bandidos e nós temos pouquíssimos políticos que tem interesse em defender a nossa atividade", destacou.
Além disso, o vereador afima que, na Capital do Estado, teria procurado 14 deputados estaduais para apresentar um projeto do Estado que visa a proibição de destruição de equipamentos na região, para que esses equipamentos, ao invés de serem destruídos, fossem leiloados e doados para a Prefeitura.
"Se esses equipamentos forem entregues para a prefeitura a gente consegue fazer o de manejo e recuperação ambiental, mas o governo prefere destruir. Ano passado foi 20 milhões em equipamentos", continuou.
De acordo com Wescley, desde 2015 há um projeto que proibe o governo federal de destruir equipamentos, tal decreto foi assinado em 2008 e só pode ser derrubado por força de lei.
"Devemos reunir Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso, reunir os vereadores, pegar os Deputados Federais, para votar o projeto", enfatizou.
O parlamentar destacou também que, durante a operação realizada pela Força Nacional, e outros órgãos, os policiais não destruíram apenas equipamentos de garimpos ilegais, mas também de áreas de extração mineral regularizadas.
"O governo não pode agir em área legal", afirmou
E ressaltou que a poluição no Rio Tapajós não seria decorrente apenas das atividades garimpeiras, mas também de redes de esgotos instaladas nas cidades da região, que têm como destino, para liberação dos degetos, o Rio Tapajós.