Nesta quarta-feira (27), o dólar disparou e atingiu a maior cotação nominal da história, encerrando o dia a R$ 5,9124. O valor superou o recorde anterior de R$ 5,9007, registrado em maio de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,9288.
A alta expressiva foi motivada pela notícia de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve anunciar a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 2026, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio gerou incertezas no mercado financeiro, que aguardava um pacote de medidas para reduzir os gastos públicos e atingir a meta de zerar o déficit fiscal em 2024.
Atualmente, a isenção de IR contempla contribuintes com renda de até R$ 2.259,20 mensais. O aumento do limite representaria uma renúncia fiscal significativa, podendo dificultar o cumprimento das metas fiscais do arcabouço proposto pelo governo.
A expectativa inicial era que Haddad detalhasse os cortes de despesas necessárias para alcançar o equilíbrio fiscal nos próximos anos, mas a inclusão da pauta sobre a isenção de IR alterou o foco do mercado.