A Prefeitura Municipal de Juruti, no Pará, proibiu por tempo indeterminado o consumo e comercialização das espécies de peixe pirapitinga, pacu e tambaqui, capturadas em rios e lagos do Amazonas, inclusive as criadas em cativeiro. Segundo comunicado da Secretaria Municipal de Saúde, que tomou a decisão por meio das coordenações de Vigilância em Saúde e Sanitária, a medida foi adotada com o objetivo de prevenir o contágio da Doença de Haff, conhecida como “Doença da Urina Preta”.
Os peixes de outras espécies e aqueles oriundos da pscicultura de Juruti, continuam liberados. A medida começou a valer nesta terça-feira (7), mesmo dia em que foi anunciada a morte de um homem, em Santarém, por suspeita da ‘doença da urina preta’ . Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, deu entrada no Hospital Municipal de Santarém apresentando sintomas compatíveis com o da doença, que é causada por uma toxina encontrada em determinados peixes, provocando lesões nos músculos e nos rins.
A Secretaria de Estado de Saúde foi notificada pelo Núcleo de Epidemiologia do Hospital de Santarém sobre o caso uma equipe de vigilância epidemiológica local, com apoio da Central de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), já está investigando para confirmar ou descartar a suspeita.

No Amazonas, 51 casos chamam a atenção dos órgãos de controle sanitário , após moradores apresentarem "urina preta", como é conhecida a doença de Haff.