Por ordem do Ministério da Infraestrutura, a fronteira de Mato Grosso com o Pará, nos trechos que dão acesso à BR 163, paralisada há mais de seis dias pelas chuvas, foi fechada no último domingo (3) para o tráfego de carretas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já efetuam os bloqueios em Santa Helena e Guarantã.
Bloqueio foi necessário para garantir a segurança dos motoristas que ainda não entraram no estado e escoar os caminhões que estão parados no engarrafamento, que já passa de 60km. DNIT, O Exército e a PRF estão efetuando reparos emergenciais nos trechos mais castigados, auxiliando os caminhoneiros a subirem os trechos de serra e também, fornecendo água e alimento para os motoristas que estão isolados.

Militares entregam marmita para pessoas isoladas na Br 163
No sábado, com o tempo firme, alguns caminhões vazios de retorno do porto de Miritituba (PA) conseguiram passar pelo atoleiro.
A orientação aos caminhoneiros que ainda não estão na região é para que respeitem o bloqueio e iniciem o deslocamento de Mato Grosso ao Pará somente a partir da próxima quarta-feira, 6 de março.

Caminhoneiros recebem ajuda do exército.
Nota Do Exército (53º BIS)
"Tropa do exército mais uma vez faz a diferença e muda o cenário na Br 163, a missão de pavimentação, denominada RADAR, tem a cada dia demonstrado a mão amiga do Exército de Caxias que desde 2017 vem atuando juntamente com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) no trecho entre as cidades de Novo Progresso (PA) e Moraes Almeida (PA). O Exército representado pelo 8° Batalhão de Engenharia de Construção (Santarém PA) e com apoio do 53° Batalhão de Infantaria de Selva (Itaituba PA) atuam além da pavimentação da BR, assim como apoio médico, suprimentos de água, alimentação e até mesmo a facilitação do deslocamento dos caminhoneiros e familiares que enfrentam a estrada dia a dia, principalmente nessa época chuvosa do inverno amazônico que agrava ainda mais não somente as obras, mas também o escoamento de produtos das diversas partes do país até o estado do Pará. Com a volta das chuvas, voltou também a preocupação com a segurança dos habitantes de Novo Progresso. Esse atoleiro onde estão 3 mil caminhoneiros no meio da selva é considerado uma das maiores paralisações de veículos da história."