Deputado é investigado por suspeitas de envolvinento em fraudes licitatórias no Pará

Cristiano Vale é investigado pela Polícia Federal; fraude desviou 40 milhões de reais, 80% do dinheiro seria para a merenda escolar.

Por Portal Giro

Cristiano Vale foi o segundo federal mais votado.

O deputado federal Cristiano Vale (PR), ex-prefeito de Viseu, nordeste do Pará, é um dos investigados pela Polícia Federal (PF) na operação que desarticulou um esquema de desvio de recursos públicos referentes a programas do governo federal na saúde e educação. Segundo a PF, o esquema usava empresas de fachada para fraudar processos de licitação e R$40 milhões foram desviados, sendo 80% destinados à merenda escolar. O advogado do deputado, Clodomir Araújo, negou as acusações e disse que Vale colocou à disposição da PF toda a documentação de quando foi prefeito de Viseu.

Cristiano Vale é irmão do vice-governador, Lucio Vale (PR). Entre os investigados, também está Felippe José Brito Barbalho, enteado do tio do governador eleito do estado, Helder Barbalho. O nono alvo da investigação disse que deve se apresentar à PF na próxima segunda (12). A reportagem não conseguiu contato com o investigado Fellipe Barbalho e nem com a prefeitura de Viseu.

O superintendente da PF, Uálame Machado, disse que as fraudes começaram no período em que Cristiano Vale era prefeito. "Por isso ele foi alvo dos mandados de busca e apreensão. O material coletado deve ser investigado e analisado para verificar a responsabilidade de cada acusado", explicou.

Oito pessoas foram presas preventivamente nesta sexta-feira (9). O cumprimento dos mandados duraram mais de três horas. Os agentes apreenderam a quantia de R$120 mil no apartamento de luxo do deputado Vale em Belém. Segundo a defesa, o dinheiro é proveniente da atividade dele como pecuarista.

O advogado Araújo afirmou que foram feitas algumas perguntas e o deputado respondeu a todas. "Esperamos que a PF possa descobrir se houve alguma fraude e se houve participação de funcionários, que eles sejam identificados e possam ser responsabilizados", afirmou.

Fonte: G1 Pará