Delegada da DEAM apresenta dados de denúncias de violência contra mulher em Itaituba

Em média, 10 casos foram registrados por dia de março a abril deste ano; A Delegada ainda fez orientações às vítimas, confira!

Por Portal Giro

Foto: Alécio Freitas/ Portal Giro
Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Itaituba.

O Giro procurou a Delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Itaituba, Géssica Thaiany Gomes de Araruna, para conferir os números de registros policiais que denunciam a violência contra mulher. Conforme informado, entre os dias 1 de março e 16 de abril foram registrados cerca de 476 boletins de ocorrência denunciado violência contra mulher na cidade, destes 441 foram apresentados na 19ª Seccional de Polícia Civil e 35 na DEAM.

Em entrevista, a Delegada Géssica Thaiany, afirma que a maioria dos casos são registrados na 19ª Seccional porque o estabelecimento funciona 24 horas, e a DEAM funciona somente de segunda a sexta, nos horários da manhã e tarde, porém, muitos casos, são apresentados às autoridades policiais em horários noturnos e nos finais de semana. Além disso, os dados levantados tratam-se de números genéricos pelo fato de, muitas vezes, referirem-se a furtos na rua, mas como a classificação do sistema é "violência contra mulher" engloba todos e não somente à violência doméstica.

"Alguns envolvem o uso de bebida alcoólica que acaba culminando na maior violência, como a DEAM só funciona de segunda a sexta, pela manhã e tarde, os números aqui são reduzidos, tudo o que é feito na seccional que não é flagrante, mas é violência contra mulher, na segunda-feira seguinte eles mandam para a DEAM para que seja instaurado o inquérito", completou a Delegada.

Géssica afirma ainda que, em razão da pandemia do Coronavírus, a delegacia está dando prioridade às situações urgentes de flagrantes, estes que são dado o prosseguimento com urgência, os outros permanecem aguardando, muitos "estão acumulados esperando passar esse período" para, posteriormente, ser dado o andamento.

"Porque se formos dar andamento em todos a gente vai se colocar em risco, pois o movimento na delegacia é grande. Alguns casos não geram processo, porque, às vezes, são só pedidos de medidas protetivas, ou denúncias de chingamentos, assim nem todas que denunciam optam pelo processo. A maioria dos flagrantes são gerados pelo uso de bebidas alcoólicas", continuou.

A Delegada destacou ainda a importância de algumas denúncias serem registradas no site da Polícia Civil, como medida preventiva contra a contaminação do Covid-19 em Itaituba, logo que existem situações que podem ser registradas por meio virtual, mesmo se tratando de violência doméstica que não apresente riscos à vítima e que ela queira somente um Boletim de Ocorrência, assim como nos casos de difamação e injúria, mas nas situações em que hajam lesão corporal é necessário que a vítima denuncie na DEAM para que seja feito o exame de lesão corporal.

"A mulher vítima de violência tem que avaliar o risco que ela está submetida, se ela acha que é grave e urgente deve procurar a Delagacia da Mulher para tomar as medidas devidas, mas se não for, como, por exemplo, briga por pensão alimentícia, discussão de casal ou desentendimento que não gere um risco efetivo para a integridade dela, sugiro que aguarde um momento oportuno e venha denunciar, porque tanto a vítima quanto a equipe policial está em risco constante, a gente tem que priorizar a saúde e a segurança para depois verificar o eventual processo", finalizou Géssica Thaiany.

Fonte: Giro Portal