De passeio entre amigos a desafio, milagre e superação: veja como o sobrevivente do naufrágio de voadeira conseguiu atravessar as corredeiras até São Luiz do Tapajós

"É um milagre, porque eu conheço aquela região (...) são 6 km atravessando cachoeira", disse um informante.

Por Portal Giro

Dorgicleube Brito Sousa, de 49 anos, conhecido pelo apelido de Dorgi, sobrevivente do naufrágio.

O que era para ser apenas um passeio de voadeira entre quatro amigos acabou tornando-se um desastre, e um desafio. O único sobrevivente foi o itaitubense Dorgicleube Brito Sousa, de 49 anos, conhecido pelo apelido de Dorgi. O naufrágio ocorreu no último domingo (6) nas corredeiras do Rio Tapajós, próximo à comunidade São Luiz do Tapajós, quando a voadeira alagou.

Dorgicleube Brito relatou às pessoas que o encontraram sobre como sobreviveu ao naufrágio. O mesmo precisou agarrar-se em uma caixa térmica, que haviam levado, para sair da área mais difícil, mas quando a caixa térmica não estava mais ficando sobre a água, e começando a afundar, o homem precisou soltá-la e seguir sem apoio até São Luiz do Tapajós.

Sobre isso, um informante, que ouviu o relato do sobrevivente, disse que o fato de ele ter sobrevivido é um verdadeiro "milagre", pois ele diz conhecer o difícil perímetro onde o naufrágio ocorreu:

"É um milagre, porque eu conheço aquela região e o cara varar do Cabano até São Luiz do Tapajós. Só para vocês entenderem: são 6 km atravessando cachoeira, porque fica em frente aos "periquitos", lá dentro d'água descendo nas cachoeiras até a comunidade. É Deus mesmo! Quando Deus quer salvar para testemunhar, só Deus para explicar, porque os olhos humanos não explicam não!", finalizou.

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Fonte: Giro Portal