Diagnosticado com o novo coronavírus no último dia 10 de março após retornar de uma viagem dos Estados Unidos , o empresário Valdinei Mauro, de 50 anos, dono de uma fazenda na região garimpeira do Crepurizinho, em Itaituba, entra para a estatística dos pacientes curados do civid-19.
Assim que o empresário apresentou os sintomas, tão logo deu entrada no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá (MT), cidade onde reside com a família.
“Quando eu sentir os sintomas, por está sendo muito divulgado esse coronavírus, eu realmente fiquei preocupado, procurei logo um hospital mais breve possível, para verificar se era o vírus ou era gripe normal” conta o empresário.
Valdinei relata ainda que foi atendido por uma equipe muito preparada, que de inicio separou ele dos demais pacientes do hospital. A equipe médica fez uma serie de exames com o empresário, e pediu para que ele retornasse para casa, ficando em isolamento social por alguns dias.
O empresário conta que, ao voltar para casa, começou a “sentir febre muito alta, dor de garganta, dores na costa, um pouco de tosse e calafrio”. Dessa forma, iniciou um tratamento em sua própria residência, a base de remédios para alivio da tosse, xarope para a garganta e analgésicos. Além de ficar em repousou absoluto.
Durante esse período, Valdinei diz que percebeu que estava “muito tranquilo e não estava tento nada mais do que uma gripe normal”. Assim, tudo começou a seguir tranquilo, todos os dias que ficou em isolamento social, nenhum dia foi fora do comum, relata o empresário.
“Sou uma pessoa que já pegou 51 malária, na Amazônia, e para mim, e para minha felicidade, eu penso que o coronavírus foi muito mais simples do que a malária”, afirma Valdinei.
O empresário complementa, ainda, que além dele, sua esposa e dois funcionários que prestam serviços a ele também foram infectados, e todos passam bem.
“Niguem preciso tomar um medicamento forte, ou soro, apenas cuidados em casa mesmo”, afirma Valdinei.
Entre os funcionários diagnosticados com o covid-19, está o piloto de avião do empresário, identificado como Walace, de 33 anos, que também reside em Cuiabá, e que esteve na comunidade garimpeira Crepurizinho, em Itaituba, no último dia 15 de março.