​Casos de dengue quase triplicam em Itaituba nos primeiros meses do ano

O coordenador do Setor de Endemias de Itaituba ressalta que o município está em alerta vermelho com relação as doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução
O número representa um aumento de 144,8% em relação todos os registros de 2019.

O número de casos de dengue registrados em Itaituba nos primeiros cinco meses deste ano triplicou em relação ao número total de casos do ano passado. O município contabiliza, hoje, 94 pessoas contaminadas pelo mosquito, o equivalente a um aumento de 144,8% em relação a 2019, onde houve apenas 38 contaminados no mesmo perído, segundo dados do Setor Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.

Eulisson Braga, coordenador do Setor de Endemias, informou ao Giro que o número de contaminados pode ser ainda maior, pois há as subnotificações, ou seja, mesmo que a pessoa adoça, ela não procura uma unidade de saúde e assim o caso não é registrado.

O Coordenador ressalta que o município está em alerta vermelho com relação as doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, haja vista, que nesse período do ano chove bastante na região. Outro fator que preocupa a Saúde do município é a pandemia causada pela covid-19; “Estamos com o quadro de Agentes de controle de Endemias reduzido, em virtude da COVID-19. Até o dia 05 de junho cerca de 17 agentes haviam sido afastados do trabalho por terem contraído a doença”, informou Eulisson.

Mesmo com a redução de Agentes, o Coordenador afirma que as visitas à domicílios seguem acontecendo, porém, com menor intensidade e seguindo as orientações do Ministério da Saúde, com uso de máscaras e higienização das mãos com álcool 70%.

“As visitas domiciliares continuam ocorrendo, mas em menor proporção. O intuito é localizar e, quando possível, eliminar os focos do Aedes aegypti, além de orientar a população em executar os cuidados e evitar a proliferação do mosquito e assim evitar a doença”, diz Eulisson.

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Sintomas e Cuidados

A indicação dos órgãos de saúde é que a população deve evitar a alto medicação, isto porque, os sintomas causados pelo Aedes aegypti são parecidos com a Covid-19, além de que, segundo Eulisson, algumas medicações são contraindicadas em caso de Dengue, Zika e Chikungunya, como Nimesulida, Ibuprofeno, Diclofenaco e Aspirina, que se forem usadas em pacientes com dengue pode agravar e fazer com que a doença evolua para sua forma mais grave.

Eulisson ressalta, ainda, que em caso de febre, dor de cabeça, dores no corpo - muscular e nas articulações -, dor no fundo dos olhos, e manchas vermelhas pelo corpo junto com coceira, o cidadão deve de imediato procurar assistência médica, pois são sintomas causados pelo mosquito Aedes aegypti.

“Lembrando que dengue não apresenta sintomas respiratórios (dificuldades pra respirar Cansaço, falta de ar, tosse seca ou com secreção, dores na garganta) caso apresentar esses sintomas procurar assistência médica na UPA, pode ser COVID-19”, afirma Eulisson.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

Muito se fala sobre as maneiras de prevenção à dengue e Eulisson dá alguns dicas para se manter longe do mosquito, como:

• Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

• Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

• Mantenha lixeiras tampadas;

• Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

• Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

• Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

• Mantenha ralos fechados e desentupidos;

• Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

• Retire a água acumulada em lajes;

• Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

• Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

• Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

• Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

Fonte: Giro Portal