Apesar da mobilização de voluntários e do Exército para levarem alimento e água para os motoristas parados nos atoleiros da BR 163, a ajuda não tem sido suficiente e não tem chegado a todos. Já passa de uma semana a enorme fila indiana que se formou na rodovia, por conta das fortes chuvas que atingem a região.
Recebemos notícias de que a fila começa no último trecho de chão e vai até a cidade de Novo progresso. São aproximadamente, 42 km de engarrafamento. Sem contabilizar os milhares de caminhões parados nas ruas da cidade, nos postos, pátios de empresas e fazenda que, em busca de abrigo, caminhoneiros têm se amontoado em condições precárias. Segundo informações apuradas pelo Giro, já são mais de cinco mil caminhões carregados parados, sem nenhuma estrutura, no meio da rodovia.

Caminhões parados na BR 163.
“Infelizmente a notícia não é boa, muitos caminhões parados. Eu estava em Novo Progresso, fiquei lá por seis dias, e resolvi voltar pra casa, deixei o caminhão lá e voltei. A situação de todos por lá não é fácil. Por mais que o exército tente ajudar, a ajuda não chega a todos, são muitos caminhões, na maioria a ajuda não chega, falta alimento, água, sem contar que já tem pessoas em condições precárias de saúde.” disse João Carlos Miranda, caminhoneiro de Guarantã do Norte.
Caminhoneiros que estão na serra da Anita, reclamam que não recebem informações e nem ajuda das autoridades que estão na estrada. Milhares de motoristas passando necessidade pedem socorro e, na tarde de hoje (5), emitiram uma carta de manifestação, em protesto à situação precária em que se encontram. Veja a carta:

Carta do Movimento BR 163 Sustentável às autoridades
Também há relatos de pessoas que já estão tendo problemas de saúde, por falta de água potável e condições de higiene e que caminhão Pipa do Exército passou e não ofereceu água para eles.