Um caminhoneiro, identificado como Éverson Soares da Silva, de 30 anos, foi conduzindo à 19ª Seccional de Polícia Civil de Itaituba, na manhã desta quinta-feira (30), pela Polícia Militar do Distrito de Miritituba, após tentar descarregar areia, ao invés de soja no porto da empresa Bertolini.
Segundo informações, Everson teria saído do Matogrosso-MT com a carreta carregada com soja. Chegou em Miritituba na segunda-feira (27), e esperou até esta quinta (30) para descarregar, mas na carga havia areia e não soja como deveria conter.
De acordo com o sargento Francivalber Alves, da PM, a denúncia mobilizou a equipe de policiais, que se deslocou até o porto da empresa, onde o caminhoneiro foi preso em flagrante.
Na Delegacia, o caminhoneiro foi interrogado duas vezes, isso porque, em uma primeira tentativa, ele negou qualquer envolvimento no desvio da carga. Já na segunda vez Everson acabou admitindo que teria recebido R$ 3,5 mil para conduzir a carreta até Miritituba, sob a garantia de não ter que passar por nenhum posto de triagem.

Areia acabou prejudicando o mecanismo de desembarque de grãos. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Segundo os operadores da Estação de Transbordo de Cargas, o prejuízo não foi só da carga de areia, mais também do mecanismo de desembarque, haja vista que no momento que a areia estava sendo descarregada danificou o equipamento. O valor da carga de soja, incluindo aos prejuízos com o mecanismo de desembarque e o tempo em que a estação ficou sem operação para reparar os danos, seria algo em torno de R$ 80 mil.
Com base nas informações ditas pelo caminhoneiro, a polícia suspeita que a carga pode ter sido desviada no distrito de Moraes de Almeida, onde ele teria recebido a proposta de seguir viagem até Itaituba.
Everson foi apresentado na 19ª Seccional de Polícia acompanhado de uma advogada que representa a empresa contratada para transportar a carga do Matogrosso para Miritituba. Segundo o sargento Francivalber, não é a primeira vez que acontecem desvios de carga com este modo operacional, apesar de não ser uma modalidade de crime muito comum nesta região.
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(Com informações Mauro Torres)