Nesta quinta-feira (10), a Câmara Municipal aprovou por unanimidade um projeto de lei que alterou a Lei 2.485/2012, diminuindo o grau de escolaridade mínimo exigido para candidatos que desejem ocupar cargos de apoio educacional na Rede Municipal de Ensino de Itaituba. Conforme informado, o projeto é de autoria dos vereadores Thiago Maciel e Rangel Moraes, e recebeu 11 votos a favor e apenas 1 contra.
Segundo informações, o projeto foi realizado devido ao fato de haver uma grande demanda de pessoas que desejam ocupar cargos (como, por exemplo, de merendeira, vigia, e outros), após passarem em Processos Seletivos, e que possuem longos anos de atuação, mas não conseguem devido ao nível de ensino exigido ser o completo.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)
"A gente observou hoje no nosso município, com o pss, uma demanda muito grande de pessoas que já tem um longo período de jornada na educação, mais de 15 anos como merendeira, trabalhando no apoio, serviços auxiliares, serviço gerais e que agora o processo [seletivo] restringia a participação dessas pessoas (...) pelo nível de escolaridade que era o ensino médio.
Então acabei de propor, juntamente com o vereador Rangel, a emenda na lei que permite, em casos excepcionais, tanto na zona urbana quanto na zona rural as pessoas possam se inscrever e participar tendo ensino fundamental completo e incompleto. Assim, a gente consegue oportunidade de trabalhos para as pessoas que estão aí contribuindo com a nossa educação", disse o veredor Thiago Maciel.
O vereador Conrado, que votou contra o projeto, destacou o seu apoio à realização de concurso público, mas enfatizou que entende o fato de "que nenhum dos municípios do Brasil tem 100% do servidores efetivos, isso é impossível", afirmou.

(Foto: Jordan Norato/ Portal Giro)
"Os municípios tem crescido, a demanda é muito grande, em algum momento existe a necessidade de gerar processos de contrato", completou.
Dona Oneide, itaitubense que tem mais de 20 anos de atuação na área de serviços gerais, e participou do processo seletivo, mas não poderia ocupar o cargo por não ter cursado apenas até a 3ª série, diz ter ficado feliz com a aprovação do projeto:
"Fiquei muito feliz porque eu tava muito preocupada porque na minha casa ultimamente tava entrando só a renda que eu trabalhava", relatou.