O presidente Lula rebateu Jair Bolsonaro pelo Twitter, após ter sido chamado por ele de jumento durante um evento em São Paulo. Em publicação na tarde desta quarta-feira, o petista afirmou que o animal é simpático e que o ofensivo seria compara-lo com o próprio ex-presidente. A ofensa de Bolsonaro ocorreu durante evento do PL na Câmara Municipal de São Paulo.
"Ontem a imprensa me pediu para responder uma pessoa que tentou me atacar chamando de “jumento”. Um animal simpático e mais esperto que alguns. O que seria ofensivo seria comparar um jumento a ele, isso sim. Ofensivo aos jumentinhos que não fazem mal a ninguém", postou Lula.
A resposta de Lula foge a uma estratégia traçada pelo Palácio do Planalto, a partir de março, de ignorar as provocações para evitar "dar palanque" ao adversário. Esse confronto caberia a aliados próximos, a exemplo da deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
'Analfabeto' e 'jumento'
Bolsonaro cumpre agendas na capital paulista. Ontem, ele lotou a câmara municipal ao participar ato de filiação do vereador Fernando Holiday ao PL. Além de "jumento", o ex-presidente chamou Lula de "analfabeto", e fez outros ataques à esquerda, e também ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ex-presidente estava acompanhado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e deputados estaduais e federais da sigla. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tinha espaço à mesa central, mas não compareceu.
Nunes e Bolsonaro se encontraram somente nesta quarta-feira, em um almoço promovido pela Confraria Caves, que reúne socialites, grandes empresários, além de juristas e militares de alta patente do estado. O prefeito de São Paulo chegou ao lado do ex-presidente e o abraçou em seguida, mas evitou falar em apoio.
O almoço foi organizado pela Confraria Caves, que reúne socialites, grandes empresários, além de juristas e militares de alta patente em São Paulo. O próprio Ricardo Nunes é membro da confraria, bem como o ex-presidente Michel Temer, que não foi ao evento. A agremiação é presidida pelo empresário Fauzi Hamuche e tem parcela significativa de seus membros ligados à comunidade árabe paulistana.