Barroso determina que PF adote medidas imediatas para garantir segurança em terra indígena no Pará

Decisão ocorre após conflito com garimpeiros registrado na semana passada na terra indígena Munduruku, em Jacareacanga. Ministro deu prazo para PF explicar operação na área.

Por Portal Giro

Casa incendiada por garimpeiros na aldeia Fazenda Tapajós, em Jacareacanga, no Pará Foto: Divulgação

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal adote imediatamente todas as medidas necessárias para garantir a vida e segurança de todos que se encontram na Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga (PA), e em suas imediações.

Na quarta-feira (26), garimpeiros entraram em conflito com agentes de forças de segurança para impedir uma operação de combate à mineração ilegal nas terras indígenas Munduruku e sai-cinza. Dez pessoas ficaram feridas.

Um dia depois, casa da liderança indígena e coordenadora da associação Wakoborũn, Maria Leusa Munduruku, foi incendiada por garimpeiros, segundo denunciam os Munduruku.

Segundo o ministro, a PF terá que ampliar a força na área ou, se for necessário, deslocar efetivos para a região.

Barroso ainda deu prazo de 48 horas para que a Polícia Federal no Pará preste informações sobre a operação realizada na Terra Indígena Munduruku.

A PF terá que esclarecer a situação do local, o número de policiais que permaneceu na área durante a ação e as medidas adotadas para assegurar a proteção das comunidades indígenas.

O ministro determinou ainda que o Ministério Público preste esclarecimentos sobre a área e que o Ministério da Defesa seja comunicado da ordem. Barroso cobrou ações imediatas.

“Dado que se desconhece a situação real na TI Munduruku e que se alega risco à vida e à integridade física dos envolvidos e perigo na demora quanto à providência, determino, ainda, à Polícia Federal, ad cautelam, que adote, de imediato, todas as medidas necessárias a assegurar a vida e a segurança dos que se encontram na TI Munduruku e imediações, deslocando efetivos para a região ou majorando-os se necessário”.

Fonte: G1