Banco criado pelo PCC movimentou R$ 8 bilhões para financiar campanhas políticas, revela Polícia Civil de SP

De acordo com o delegado Fabrício Intelizano, um banco foi criado por membros do PCC para financiar candidaturas e lavar dinheiro. Mensagens interceptadas revelaram que João Gabriel de Mello Yamawaki, integrante do núcleo financeiro do PCC, indicava candidatos ligados ao PCC em cidades como São José do Rio Preto, Campinas e Baixada Santista.

Por Portal Giro

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A Polícia Civil de Mogi das Cruzes revelou que um esquema criminoso sofisticado, envolvendo um "banco do crime" e 19 empresas, movimentou R$ 8 bilhões para financiar campanhas políticas em várias cidades do estado de São Paulo. A investigação, que começou com um foco em tráfico de drogas, descobriu que membros do PCC usaram o banco para lavar dinheiro e apoiar candidatos em Mogi das Cruzes, Ubatuba e Santo André.

O esquema foi descoberto após a polícia bloquear movimentações financeiras suspeitas entre 20 empresas, incluindo uma instituição financeira com características de fintech, localizada em Mogi das Cruzes. De acordo com o delegado Fabrício Intelizano, o banco foi criado por membros do PCC para financiar candidaturas e lavar dinheiro. A operação revelou que a instituição movimentou cerca de R$ 600 milhões apenas no CNPJ de Mogi das Cruzes, além de outras operações em São Paulo e Tocantins. O banco, chamado 4TBank, operava sem autorização do Banco Central e teve suas contas bloqueadas.

A investigação se aprofundou com a prisão de Fabiana Lopes Manzini, esposa de Anderson Manzini, um membro antigo do PCC. Fabiana era responsável por coordenar atividades ilícitas e estava em contato com João Gabriel de Mello Yamawaki, primo de Anderson e integrante do núcleo financeiro do PCC, conhecido como "câmbio". As mensagens interceptadas revelaram que Yamawaki indicava candidatos ligados ao PCC em cidades como São José do Rio Preto, Campinas e Baixada Santista.

Entre os candidatos apoiados pela facção, destacam-se Thiago Rocha, suplente de vereador em Santo André, e uma irmã indicada por Yamawaki para se lançar como vereadora em Ubatuba. Além disso, uma servidora municipal em São Bernardo do Campo está sendo investigada por suas conexões com Márcio Barboza, uma das principais lideranças do PCC no ABC. A operação identificou 32 pessoas envolvidas, incluindo 6 com relações diretas com o banco do PCC, e outras com vínculos com o tráfico. A polícia continua a investigar a infiltração do PCC na política e sua influência sobre contratos e licitações.

Fonte: Giro Portal