Após ser derramado em rodovia durante acidente, óleo invade represas e gera danos ambientais em Trairão

Uma área de mais de 5.000m² foi atingida pelo óleo, que já causa prejuízos ambientais irreversíveis, com morte de peixes, aves e vegetação.

Por Portal Giro

Foto: Rerpodução
Óleo está matando aves e peixe na região.

Um acidente ocorrido no último dia 16 de agosto no KM 1.348 da Rodovia BR-163 , no distrito de Caracol, município de trairão (PA), deixou rastros de grandes prejuízos ambientais que devem causar danos irreversíveis na região. Um caminhão, pertencente a empresa DS Logística, que realizava o transporte de uma carga de óleo de cozinha, pegou fogo e espalhou todo o produto na rodovia.

Óleo também destruiu vegetação e contaminou a água da região. (Foto: Reprodução)

A carga saiu de Rondonópolis/MT, através da empresa ADM Brasil, e seria entregue na empresa denominada Cerealista Pantanal, sedia na cidade de Santarém (PA). Com o acidente, em um curto espaço de tempo o produto seguiu rumo a uma represa. Segundo informação, a transportadora buscou verificar junto a uma empresa especializada nesse tipo de limpeza, porém, pelo alto custo, algo em torno de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), a empresa teria optado pela não realização o serviço.

Hoje, mais de dez dias após o acidente, o óleo já atinge cerca de 5.135,1m². A rápida expansão se dar, pois, a primeira represa afetada abastece outras que estão interligadas. Desta forma, os danos ambientas ganham uma proporção sem precedentes e inconvertíveis.

Carga de óleo matou aves e deixou represas totalmente poluídas (Foto: Reprodução)

Entre as áreas afetadas, estão 4 represas, uma piscina, vegetação da margem, solo e o corpo hídrico (veja na imagem abaixo). O resultado, são inúmeros peixes e aves mortas e água poluída, o que impossibilita a utilização pelos moradores.

Área atingida passa de 5.000m.(Foto: Reprodução)

Uma das áreas invadidas pelo óleo é de propriedade da senhora Ivete Silva, de 59 anos, que chegou a procurar ajuda com a filha nos órgãos competentes, para verificar o que podia ser feito antes do produto chegar à outras represas, mas não houve êxito. “Minha mãe foi lá várias vezes, eles só dizem que é difícil, a situação é complicada, e como ela é uma pessoa simples, acaba se deixando levar pelas conversas, e sempre acaba saindo de mão vazias. Não temos condição de fazer a limpeza”, relata a filha de Ivete.

Conforme informações que chegaram à redação do Giro, tanto a transportadora quanto a empresa proprietária da carga, estariam se omitindo da responsabilidade de danos ambientas na região.

A reportagem do Giro, ao tomar conhecimento do fato, entrou em contato com Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) de Trairão, mas, até a publicação desta matéria, o órgão ainda não havia se posicionado sobre o assunto. A Transportadora DS Logística e a empresa Cerealista Pantanal também foram questionadas pela reportagem, mas, até o fechamento desta matéria, não houve recebimento de qualquer esclarecimento das empresas.

Fonte: Giro Portal