Um homem de 50 anos, identificado Antônio Dias, mais conhecido como jovem sonhador, iniciou uma greve de fome na manhã desta quarta-feira (08), em frente ao Hospital Regional do Tapajós (HRT). Acorrentado pelas pernas e com uma faixa de protesto, Antônio pede que a Unidade seja inaugurada em sua totalidade de atendimentos e serviços.
Antônio tem câncer na garganta e há 2 anos fazer tratamento oncológico mensalmente em Santarém, no Hospital Regional do Baixo Amazonas e de acordo ele, cada visita à unidade hospitalar na cidade vizinha, gera custo entre transporte, estadia e alimentação.

Antônio está acorrentado pelo pé. (Foto: Alécio Freitas/Portal Giro)
“Estou representado todos os pacientes oncológicos que estão indo fazer tratamento em Santarém. Precisamos que o Hospital Regional do Tapajós funcione oferende esse tipo e tratamento a população, pois muitas pessoas necessitam”, relata Antônio
Ainda segundo Antônio a população já está cansada de ser enganada pelo governo que a cada semana informa uma nova data de inauguração do HRT e “essa data nunca chega. Nós estamos sendo enganados pelo governo, que não trata a gente como deveria, merecemos respeito”.
Ao Giro, Antônio relata que greve de fome irá durar três dias e que esse período ele consumirá apenas liquido. No local, existem algumas pessoas que se solidarizaram com a manifestação de Antônio e estão auxiliando ele para conseguir se manter apenas com liquido.
Inauguração da Unidade
No início desta semana, a diretora da 9ª Regional da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), Enfermeira Marcela Tolentino, anunciou que a inauguração do Hospital Regional do Tapajós (HRT), que estava prevista para hoje, dia 08 de julho, foi adiada para quinta-feira (09).

Hospital Regional do Tapajós. (Foto: Alécio Freitas/Portal giro)
Ainda conforme a Diretora, a presença do governador Helder Barbalho e sua comitiva está confirmada, além de deputados da região. O HRT não deve ser entregue em sua totalidade, apenas 30% de sua capacidade total entrará em funcionamento.
O hospital deve reforçar a estrutura de saúde pública estadual na luta contra a Covid-19 e outras especialidades médicas. Quando funcionando 100%, a unidade contará com 164 novos leitos.