Mapa atualizado da área atingida pelas queimadas na APA Alter do Chão — Foto: LABGEO/Divulgação

Imagens de satélite mostram extensão das queimadas em Santarém

As imagens registraram queimadas na área de proteção ambiental, em uma extensão que equivale a 1.647 campos de futebol.

Mapa atualizado da área atingida pelas queimadas na APA Alter do Chão — Foto: LABGEO/Divulgação

Imagens de satélite captadas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) identificaram que a área atingida pelas queimadas na APA Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, tem uma extensão de 1175,687 hectares, que equivale ao tamanho de 1.647 campos de futebol.

Os dados foram levantados pelo Laboratório de Georreferenciamento (LabGeo) do Centro de Informações Ambientais de Santarém nesta quarta-feira (18).

Até o final da manhã de domingo (15), dia em que os trabalhos de combate aos focos de incêndio na APA Alter do Chão começaram, as imagens de satélite mostravam uma área queimada de 434,987 hectares, conforme o mapa abaixo.

Imagens captadas por satélite no domingo (15) mostraram uma área menor de queimadas: 434,987ha. Mas outros focos de fogo surgiram na segunda (16) — Foto: INPE

De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela, com as queimadas sob controle na APA Alter do Chão, será montado um grupo de trabalho integrando Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Ideflor-Bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade), Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) e Semas (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade) para levantamento de danos, e para verificar a possibilidade de fazer um reflorestamento.

“Esse é um ecossistema muito peculiar, conhecido como savana amazônica. Ela se regenera por si só. Em um ano ela vai se regenerando, mas é preciso fazer um estudo de solo. De imediato a gente precisa fazer um isolamento da área atingida e remanejamento de alguns invasores que estão ali, pessoas que fizeram um loteamento ilegal, porque eles estão de alguma forma degradando o solo, e todo um trabalho de monitoramento”, disse Vânia Portela.

Ainda segundo a secretária, o monitoramento pela Semma será feito através do sistema “De olho na floresta”, disponibilizado pelo governo do estado. “A área de Santarém é muito grande, mas nas unidades de conservação a gente vai ficar com um sistema de alerta mais eficiente. Também vamos intensificar a educação ambiental, a população precisa se conscientizar que fazer queimada é crime”, ressaltou a secretária.

Os focos de queimadas só cessaram na manhã de terça-feira (17), após um trabalho intenso que mobilizou 57 bombeiros militares, 150 militares do Exército, brigadistas voluntários, agentes do Ibama, ICMBio, Polícia Militar, Polícia Civil e servidores da Prefeitura de Santarém, desde a manhã de domingo (15).

Parte da equipe que trabalhou três dias para controlar os focos de queimadas na APA Alter do Chão — Foto: Semma/Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (18), o helicóptero do Graesp (Grupamento Aéreo de Segurança Pública) sobrevoou a APA Alter do Chão e os militares não visualizaram fumaça e nem foco de incêndio, mas o trabalho de monitoramento continua.

“Nós estivemos desde domingo em parceria com todos os órgãos do município, do Estado e da União, trabalhando no sentido de cessar o fogo naquela área conhecida como Capadócia, que teve maiores proporções em Ponta de Pedras. Os órgãos ambientais estão fazendo levantamento de danos, para mensurar os prejuízos. São dados técnicos, dados georreferenciados, pra gente passar as informações precisas à população”, disse o chefe de fiscalização da Semma, Arlen Lemos.

Fogo na APA Alter do Chão nos dias 15 e 16/9 — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/G1

Até a manhã desta quarta-feira, os agentes de fiscalização ambiental da Semma não encontraram nenhum animal morto na área atingida por queimadas dentro da APA entre Alter do Chão e Ponta de Pedras. “É um dado positivo, a equipe acompanhando e ajudando o Corpo de Bombeiros, no nosso andar na região não encontramos animais mortos, o que significa quer eles estão buscando outros habitats seguros para se abrigar”, avaliou Arlen.

De acordo com dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1° de julho a 15 de setembro deste ano, todo o município de Santarém, onde Alter está localizado, teve um aumento de 160% no total de focos de queimadas na comparação com o mesmo período de 2018.

Fonte: G1 Santarém

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