(Ilustrativo)

Fraturas Ósseas, Consolidação e Sequelas. Entenda cada um desses processos

Artigo produzido pelo Dr João Rufino, Ortopedista e Traumatologista de Itaituba, colunista do portal Giro.

(Ilustrativo)

Diante de uma fratura óssea, ou suspeita, é de extrema importância procurar atendimento médico, de preferência ortopédico. Durante a avaliação e conforme o quadro, a equipe responsável decide por tratamento conservador, procurando favorecer condições para que ocorra o processo natural de reparação do osso ou cirúrgico.

A demora para procurar atendimento, tratamento tardio, imobilização deficiente ou removida demasiadamente cedo são responsáveis frequentemente por complicações associadas a fratura, onde a forma ou função do osso não são restabelecidos por completo.

Agora vamos entender um pouco mais de todo esse processo:

Fratura Óssea
  1. Fratura óssea é a perda da continuidade do osso, que se divide em dois ou mais fragmentos. Algumas são tão simples ou pequenas, que se resolvem espontaneamente, entretanto, outras podem ser tão graves que acarretam risco de vida.

Acontecem, mais frequentemente, por traumatismo sobre os ossos, causadas por forças superiores a capacidade de deformação do mesmo, como em quedas e acidentes. Há, também, fraturas que acontecem por impactos mínimo, ou até espontaneamente, chamadas de fraturas patológicas, como por exemplo a osteoporose, mais comum em idosos.

Para que o osso se recupere de uma fratura, e possa se consolidar novamente, é necessário a presença de dois fatores: mecânico e biológico. O fator mecânico está relacionado a estabilização da fratura, para que as bordas fraturadas entrem em contato e haja formação de calo ósseo e posteriormente o osso consolidado sem complicações.

O fator biológico está relacionado ao aporte sanguíneo e chegada de substancias essenciais na consolidação das fraturas, como mediadores químicos, inflamatórios, células osteogênicas e célula de preenchimento.

Processo de consolidação
  1. Para que a consolidação das fraturas aconteça, existem 5 estágios: hematoma, inflamação, calo mole, calo duro e remodelação óssea. Inicialmente vai haver um sangramento local, ocorrendo acumulo de sangue e células, caracterizado por edema e dor. Posteriormente, no estágio 2, haverá proliferação de células inflamatórias. No estágio 3, o osso “cola”. É quando se forma um calo provisório de tecido cartilaginoso e fibrocartilaginoso que estabiliza a fratura. Porém, é no estágio 4 que o tecido fibrocartilaginoso é substituído por matriz calcificada, marcando a consolidação da fratura. Por fim, o processo de remodelação vai perdurar por toda a vida da pessoa.

Então, para que o osso cicatrize precisamos que: os fragmentos ósseos estejam perto um dos outros e haja um bom aporte sanguíneo. Posteriormente, entra-se nas fases de cicatrização.

O papel do ortopedista é justamente colocar o osso na posição adequada para que tudo ocorra da maneira esperada. Ao contrário do que muitos pensam, o osso não volta sozinho pro lugar e, após a intervenção ortopédica, é feito controle radiológico periódico do processo.

Não existe um prazo determinado para cicatrização de uma fratura. Ele varia conforme o tipo, o osso, a idade da pessoa. Quanto mais velho, mais tempo. Quanto maior o osso, mais tempo. Quanto mais afastado os fragmentos, mais tempo. Na média, 2 a 3 meses, variando de caso a caso.

Há fatores que influenciam, como: uma boa alimentação, produção de vitamina D, ingesta de fontes de cálcio e evitar cigarros, por exemplo.

  1. As sequelas comuns são:
  • Consolidação viciosa: a cicatrização do osso ocorre em uma posição anatômica incorreta, podendo provocar limitação ou perda de função do membro lesado.
  • Pseudoartrose: não ocorre a consolidação da fratura não ocorre com o tempo. É possível que a formação do calo ósseo não tenha ocorrido, o que pode ser verificado por exame clínico e de imagem.
  • Infecção óssea/osteomielite: mais comum em casos de fraturas expostas ou em pacientes com imunidade comprometida, como por exemplo diabéticos.

As sequelas exigem atenção médica imediata, para que que sejam evitados maiores complicações e impactos que serão por toda vida.

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