Brigadistas deixam a prisão em Santarém, Pará. (Foto: Sílvia Vieira/G1)

Brigadistas presos por suspeita de incêndio em Alter do Chão deixam a prisão

Os quatro acusados saíram da cadeia nesta quinta-feira (28) após decisão do juiz. Eles haviam sido presos na terça-feira (26).

Brigadistas deixam a prisão em Santarém, Pará. (Foto: Sílvia Vieira/G1)

Os quatro brigadistas que haviam sido presos em investigação da Polícia Civil sobre incêndios florestais em Alter do Chão, em Santarém (PA), deixaram a cadeia nesta quinta-feira (28).

Os acusados tiveram a soltura decretada no final da tarde desta quinta pelo juiz Alexandre Rizzi. Ele apontou no despacho que tomou a decisão depois de analisar informações de diligências realizadas pelos delegados da operação Fogo do Sairé.

Os brigadistas foram presos preventivamente nesta terça-feira (26), em uma operação da Polícia Civil que apura a autoria de queimadas ocorridas em setembro. Segundo as investigações, os brigadistas provocaram o fogo para se beneficiar da doação de dinheiro destinado ao combate às chamas.

Os advogados dizem que os quatro são inocentes. Afirmam ainda que as escutas telefônicas que teriam sido usadas para justificar as prisões não comprovam as acusações. ONGs citadas na investigação também refutam acusações.

Governo do PA trocou delegado

Mais cedo nesta quinta, o Governo do Pará anunciou a troca do delegado responsável pelo caso. A Corregedoria da Polícia Civil do Estado foi acionada para apurar as investigações.

Em nota, o governo do Pará informou que o Diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire Cardoso, vai substituir o delegado que presidia o inquérito, Fábio Amaral Barbosa.

Ainda segundo o comunicado, a mudança “não interfere em investigações da Polícia Civil do Estado, que é autônoma e não tem o poder de realizar prisões sem autorização judicial”.

O governo diz que “não há qualquer qualquer predisposição contra qualquer segmento social” e que “caso a conclusão das investigações apure crime, trata-se de fato isolado”.

“O Governo do Pará reitera que as ONGs são fundamentais para a preservação das florestas no Estado e que o Executivo continua parceiro de todas as instituições e entidades que respeitam as leis brasileiras”, segue o texto.

O governador do Pará, Helder Barbalho, postou em rede social uma mensagem na qual afirmou: “determinei a substituição da presidência do inquérito para que tudo seja esclarecido da forma mais rápida e transparente possível”.

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