Técnica que tentou fugir com recém-nascida dentro de bolsa no Piauí tinha quarto montado em casa para receber bebê, diz polícia

De acordo com a polícia, familiares acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação. Ela já é mãe de dois filhos, um de 18 e outro de 15 anos

Por Portal Giro

A técnica de enfermagem Auricélia Rocha, investigada por tentar sequestrar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí, tinha um quarto montado em casa para receber um bebê, segundo a Polícia Civil. No local, os investigadores encontraram fraldas, roupas, banheira e berço.

De acordo com a polícia, familiares acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação. Ela já é mãe de dois filhos, um de 18 e outro de 15 anos.

O caso aconteceu quando a técnica, que trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos, teria tentado levar uma recém-nascida dentro de uma bolsa. No dia da ocorrência, ela estava de folga. Câmeras de segurança registraram a ação dentro da unidade de saúde.

Segundo a família da bebê, Auricélia disse à mãe da criança que precisava levar a recém-nascida para a realização de exames, entre eles o teste do pezinho. A tia da bebê, Daniela Beatriz, desconfiou da situação ao perceber que a técnica saiu de uma sala sem a criança, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro.

Poucos minutos depois, Daniela interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela. A recém-nascida foi resgatada pela tia, que pediu ajuda no local.

A Polícia Civil trata o caso como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime demorou, não houve prisão em flagrante. A Justiça decretou a prisão preventiva de Auricélia. Após a repercussão do caso, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica. No dia seguinte, policiais aguardaram a alta médica para cumprir o mandado de prisão.

Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio. A defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.

O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha, até o momento, com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Para a polícia, Auricélia teria agido sozinha.

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Fonte: G1