A internet via satélite diretamente no celular deu um passo importante para chegar ao Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou mudanças regulatórias que permitem o uso de faixas de radiofrequência para serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis, abrindo caminho para tecnologias como o Starlink Direct to Cell, da SpaceX.
Na prática, a decisão cria as condições para que celulares compatíveis possam se conectar diretamente aos satélites, sem a necessidade de antenas externas ou equipamentos adicionais. A tecnologia tem como principal objetivo ampliar a cobertura em áreas remotas, rurais ou sem infraestrutura tradicional de telefonia móvel.
Apesar do avanço regulatório, a novidade ainda não significa que os brasileiros poderão usar a internet da Starlink diretamente no smartphone de imediato. A operação comercial depende de novas autorizações, acordos com operadoras ou da obtenção de uma licença própria para prestação do serviço móvel no país, além da conclusão do processo regulatório junto à Anatel.
Hoje, a Starlink atua no Brasil oferecendo banda larga via satélite por meio de antenas instaladas nas residências e empresas. Com o modelo Direct to Cell, os satélites passam a funcionar como “torres de celular no espaço”, permitindo que smartphones compatíveis se conectem diretamente à rede em locais sem cobertura terrestre.
A expectativa é que a tecnologia seja especialmente relevante para regiões isoladas, estradas, áreas rurais e situações de emergência, quando a infraestrutura convencional de telecomunicações não está disponível. Ainda não há uma data oficial para o início da oferta comercial do serviço no Brasil.