O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) comunicou à Polícia Federal (PF) a circulação de áudios atribuídos ao sargento Antônio James Mota da Silva, então secretário de Segurança de Barra do Corda (MA). O caso ganhou repercussão durante o segundo turno das eleições de 2026.
Em uma das gravações, o homem afirma: “Quem é PT é inimigo da polícia, é inimigo da sociedade”. Em outro trecho, defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e sugere que a medida poderia intimidar outros eleitores.
Após a divulgação dos áudios, o prefeito Rigo Teles (MDB) determinou, nesta quinta-feira (22), o afastamento de James Mota do cargo. O governador Carlos Brandão (MDB) também se manifestou sobre o caso e pediu a apuração das declarações. A decisão de afastamento consta na Portaria nº 398/2026-GAB, assinada em 22 de outubro.
A Prefeitura de Barra do Corda divulgou uma nota em que repudiou manifestações contrárias à democracia e ao livre exercício do voto.
Segundo o g1 Maranhão, o corregedor eleitoral Sebastião Joaquim Lima Bonfim confirmou à TV Mirante, nesta sexta-feira (23), que o TRE-MA encaminhou à Polícia Federal informações sobre os áudios para apuração.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, também protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral. O pedido solicita a investigação de possíveis crimes eleitorais, incluindo suspeitas de intimidação e constrangimento de eleitores.
Ao UOL, James Mota afirmou que as declarações foram feitas em tom de “brincadeira” e reconheceu ter exagerado nas falas. Segundo o veículo, os áudios teriam sido enviados a um grupo formado por sargentos da Polícia Militar.