O Partido dos Trabalhadores (PT) abriu uma vaquinha virtual com meta de R$ 7 milhões para quitar despesas eleitorais após a vitória de Lula no segundo turno presidencial. A mobilização pede doações de R$ 13 por Pix.
A arrecadação ficará aberta até 11 de novembro. O partido afirma que as contribuições ajudarão a “fechar as contas” e pagar os compromissos financeiros da campanha presidencial.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura de Lula registrou R$ 93 milhões em despesas, abaixo do limite de R$ 133 milhões, e cerca de R$ 129 milhões em receitas. A maior parte dos recursos veio do fundo eleitoral: R$ 123 milhões.
Os números ainda são parciais. À Veja, o coordenador financeiro José Filippi afirmou que o limite de R$ 44 milhões para despesas do segundo turno foi quase inteiramente utilizado. O balanço final será apresentado em 14 de novembro.
O PT recebeu R$ 615 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha neste ano, a segunda maior verba entre os partidos, atrás do PL, com R$ 881 milhões. A campanha de Lula também recebeu recursos do fundo partidário e doações de apoiadores enviadas diretamente à conta eleitoral e registradas no TSE.
O financiamento coletivo é permitido pela Justiça Eleitoral desde 2017. Em 2018, quando teve o nome barrado nas urnas, Lula levantou R$ 1,5 milhão por esse mecanismo. Em 2022, arrecadou R$ 6,8 milhões.
Outros concorrentes também recorreram a vaquinhas neste ano. Renan Santos, do Missão, arrecadou R$ 2,5 milhões de 37.810 pessoas. O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula, recebeu R$ 1,26 milhão de 20,5 mil apoiadores e encerrou os pedidos após a derrota.
Também fizeram campanhas de financiamento coletivo o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP).