Um crime brutal abalou a segurança pública do Amapá na tarde de sexta-feira (22). O policial civil Mayson Viana de Freitas, de 38 anos, foi morto a tiros dentro da Delegacia de Laranjal do Jari, município localizado ao sul do estado.
Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o crime ocorreu quando um preso, identificado como Lucas de Sousa Nonato, conseguiu tomar a arma do agente durante sua apresentação na unidade. Mayson foi atingido por diversos disparos, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Após assassinar o policial, o suspeito roubou uma motocicleta e fugiu em direção à região conhecida como Beco do Vagalume. Em seguida, invadiu uma residência próxima e fez uma mulher e uma criança reféns. Desde então, a área está cercada por equipes da Polícia Militar, enquanto unidades especializadas do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) atuam nas negociações.
Durante a madrugada de sábado (23), o criminoso transmitiu uma live em que afirmou que pretende morrer ainda hoje e criticou a forma como a sociedade o enxerga. Nas imagens, a mulher aparece chorando e relata que ele pediu um colete balístico à polícia.
A morte de Mayson causou grande comoção entre colegas e autoridades. Em nota conjunta, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Civil lamentaram a perda e destacaram que todos os esforços estão concentrados na prisão do autor do crime e na preservação da vida dos reféns.
O secretário de Segurança Pública, Daniel Marsili, o delegado-geral da Polícia Civil, Cézar Vieira, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Costa Júnior, foram a Laranjal do Jari para acompanhar de perto a operação. Vieira reforçou que a prioridade é resgatar os reféns com segurança e dar cumprimento ao mandado de prisão que já havia contra o suspeito no estado do Pará.