A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu nesta quinta-feira (14) um hacker suspeito de realizar ameaças terroristas e promover ataques de ódio contra figuras públicas. Fernando Curti, de 36 anos, foi detido em sua residência em um condomínio em Jundiaí, São Paulo, com o apoio de equipes policiais de Jundiaí e Campinas. A operação ocorreu após investigações que apontavam o envolvimento de Curti em atos de extremismo e racismo, além de ameaças de explosão contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos públicos.
De acordo com a delegada Vanessa Pitrez, responsável pelo caso, ainda não há indícios de conexão entre Curti e Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, que se suicidou na frente do STF na noite anterior. No entanto, os investigadores pretendem examinar o conteúdo apreendido na casa do suspeito para verificar se ambos faziam parte dos mesmos grupos extremistas. Foram confiscados um computador, notebook, tablets, celulares, pen drives e outros dispositivos de armazenamento.
A prisão faz parte da operação "Deus Vult", conduzida em resposta a uma denúncia da deputada estadual Bruna Rodrigues (PC do B), que relatou ameaças de violência e ofensas racistas recebidas por e-mail. Segundo a Polícia Civil, o hacker utilizava dados de terceiros e serviços de e-mail com servidores estrangeiros para realizar os ataques. As investigações revelaram que uma das pessoas cujos dados foram usados chegou a tentar suicídio, o que trouxe ainda mais urgência ao caso.
Curti agora está à disposição das autoridades e responderá por diversos crimes, incluindo ameaças de terrorismo, racismo e promoção de violência contra autoridades. A Polícia Civil, com o apoio da Polícia Federal, continua a investigar outros possíveis envolvidos, e a análise dos materiais apreendidos deve revelar novas informações sobre a extensão das atividades do suspeito.