A PF (Polícia Federal) chegou a pedir a prisão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), um dos alvos da Operação Sangria, deflagrada na manhã de ontem, terça-feira (30), para apurar um esquema de superfaturamento na compra de respiradores pela Secretaria de Saúde do estado em meio à pandemia do novo coronavírus.
Porém, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão negou o pedido de prisão de Lima, afirmando que "não havia justificativa no momento", de acordo com informações de seu despacho autorizando a operação, apurou a imprensa nacional junto fontes ligadas à investigação.
De acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República), "os fatos ilícitos têm sido praticados sob o comando e orientação do governo do estado do Amazonas, Wilson Miranda Lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos atos relativos a aquisição de respiradores para o enfrentamento da pandemias mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas a questão, no bojo das quais atos ilícitos tem sido praticados".
Lima estava em Brasília e afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que voltará a Manaus. Ele teve os bens bloqueados pela Justiça e foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.
Em uma rede social, Lima se disse surpreso com a operação e ser o principal interessado em esclarecer os fatos. O governador declarou ainda que tinha presa em adquirir matérias para o combate ao coronavírus e que nunca determinou a realização de práticas ilegais.
A operação, que tem 20 mandados de busca e apreensão, ainda inclui oito mandados de prisão. Entre as pessoas presas está a secretária de Saúde do estado, Simone Papaiz. Ela assumiu a pasta em abril, ainda início da pandemia do novo coronavírus.
Além de Simone, um servidor, dois ex-funcionários da Susam (Secretaria de Estado da Saúde) e outras quatro pessoas foram presas