“Nessa sala ia sobreviver poucos”: durante aula, professora relaciona possível vitória de Flávio Bolsonaro ao nazismo

O caso foi divulgado na quarta-feira (21) pela prefeita do município, Gi Franzotti (PL), após receber o relato de uma mãe, cuja filha, de 11 anos, teria chegado em casa chorando e assustada com o que ouviu durante a aula

Por Gabriele Rodrigues

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Uma professora da rede municipal de ensino de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada de suas atividades após ser denunciada por declarações feitas a alunos durante uma aula. Segundo a denúncia, a profissional teria relacionado uma possível vitória do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao nazismo e afirmado que algumas crianças da turma não sobreviveriam.

O caso foi divulgado nesta quarta-feira (21) pela prefeita do município, Gi Franzotti (PL), após receber o relato de uma mãe, cuja filha, de 11 anos, teria chegado em casa chorando e assustada com o que ouviu durante a aula.

Imagens de câmeras internas da escola, divulgadas pela prefeita, mostram trechos da situação. Em determinado momento, a professora aparece apontando para estudantes e dizendo: “Você ia morrer, você é parda. Você ia morrer, você ia morrer... Vocês não”.

De acordo com a denúncia, as declarações teriam ocorrido durante uma discussão sobre o cenário eleitoral e regimes autoritários. No entanto, o vídeo divulgado não permite compreender todo o contexto da aula nem confirmar, por si só, a referência ao candidato mencionado.

Em nota, a Prefeitura de Potirendaba informou que recebeu relatos de possíveis falas discriminatórias, incluindo referências direcionadas a alunos negros, e de declarações que teriam provocado medo e abalo emocional nas crianças.

A administração municipal anunciou a abertura de um procedimento administrativo para investigar a conduta da professora. A prefeita também informou que o caso seria encaminhado ao Ministério Público, à Justiça da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar.

A prefeitura destacou que não compactua com atitudes discriminatórias ou que provoquem constrangimento e sofrimento emocional aos estudantes. Ressaltou ainda que temas históricos, como nazismo e Holocausto, devem ser abordados no ambiente escolar com responsabilidade pedagógica e respeito.

As circunstâncias do episódio seguem em apuração. Até o momento, não foram divulgados os resultados da investigação administrativa nem a manifestação da professora sobre as acusações.

Fonte: Giro Portal