Mãe e padrasto confessam ter matado menina de 3 anos que estava desaparecida, em Santa Catarina

Criança era considerada desaparecida desde a última segunda (04). Segundo o delegado responsável pelo caso, criança "morreu de tanto apanhar"; corpo foi enterrado nas proximidades da BR-470.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

A mãe e o padrasto de uma menina de 3 anos encontrada morta em Indaial, em Santa Catarina, foram presos após confessarem o assassinato e a ocultação do corpo. Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas nesta quinta-feira (07), registraram o momento no qual eles abandonam uma mala usada para carregar a vítima morta.

A criança era considerada desaparecida desde segunda-feira (04), quando o casal foi até a delegacia e relataram que ela havia sido sequestrada. Isabelle de Freitas "morreu de tanto apanhar", publicou o delegado-geral de Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

Antes de confessarem, porém, os dois relataram à polícia que a menina havia sido sequestrada, inclusive concederam entrevistas na imprensa e solicitando ajuda para as buscas na internet.

"Muitas controvérsias. Percebemos que tinha uma narrativa, uma versão criada, uma versão que, pela nossa experiência, seria uma versão que eles teriam já construído, criado essa narrativa e, consequentemente, trouxeram para a delegacia", disse o delegado Felipe Martins, responsável pela investigação.

Entenda o ponto a ponto do crime, segundo a investigação:

• Os pais procuraram a polícia e informaram que a criança desapareceu sem deixar vestígios;

• Durante as oitivas de mais de 12 pessoas, entre familiares e vizinhos, a polícia identificou contradições nas versões;

• Após confessar o crime, o padrasto indicou à polícia o local onde estava o corpo da vítima. Na casa da mãe e padrasto foram encontrados vestígios de sangue;

• A menina foi agredida e, após perceberem que ela estava sem vida, os dois decidiram colocar a vítima em um mala e enterrar o corpo nas proximidades da BR-470;

• Os motivos das agressões seriam uma forma de "corrigir" a criança;

• Laudos vão apontar como a criança foi morta;

O vídeo, divulgado pela Polícia Civil, mostra o casal andando em uma rua da cidade por volta das 16h de segunda. As imagens foram feitas após a mãe e o padrasto terem matado a criança e levarem o corpo dela dentro da mala até uma área de mata. Na volta, deixaram o objeto na calçada.

O delegado afirma que as histórias contadas por eles pareciam bastante ensaiadas. Ao ouvir os relatos de vizinhos, veio a informação de que na manhã de segunda (04) houve uma briga na residência.

De imediato a situação levantou suspeita. Um homem que se apresentou como missionário de igreja e mora com a família há duas semanas disse ter ouvido os choros da criança, mas afirmou não ter visto o que ocorreu de fato. A polícia, em princípio, descarta o envolvimento dele no crime.O padrasto confessou ter iniciado o ataque e depois a mulher teria participado também. Ela negou ter agredido a criança. Entretanto, ao se darem conta da morte da menina, combinaram a história de suposto sequestro para tentar despistar a polícia.

Chegaram a chamar um carro de aplicativo durante a tarde para que o veículo aparecesse na rua e os vizinhos vissem. Isso, para a dupla, sustentaria a tese de sequestrado.

Entretanto, os agentes encontraram o motorista de aplicativo. O homem contou ter recebido um pedido de corrida para o endereço da família, foi ao local e esperou por cerca de cinco minutos. Mas como ninguém apareceu, ele desistiu do chamado.

Ao longo daquela tarde, os vizinhos relatam que o casal foi nas casas perguntando se alguém tinha visto a pequena, para tentar simular uma preocupação.

Eles são investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Fonte: G1