O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (6), que o Brasil tem “seriedade fiscal” na condução das contas públicas. Durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética, o presidente criticou as pressões do mercado financeiro e declarou que “o pobre não pagará a conta” de um eventual ajuste fiscal.
Após a reeleição de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, surgiram dúvidas no mercado financeiro sobre a condução das contas públicas nos próximos anos, especialmente diante das promessas de ampliação de programas sociais feitas durante a campanha, que se somam às iniciativas já existentes.
Além disso, o setor financeiro demonstra incertezas sobre quem será escolhido pelo presidente para comandar o Ministério da Fazenda no próximo governo, diante dos desafios fiscais previstos para 2027.
Durante o pronunciamento, Lula destacou os resultados econômicos do país e mencionou a previsão de superávit no orçamento do próximo ano, situação em que as receitas superam as despesas.
O presidente também ressaltou os resultados positivos obtidos em seus governos anteriores e defendeu que a população de baixa renda não seja prejudicada por eventuais medidas de contenção de gastos. Segundo Lula, não é possível submeter o povo pobre “a nenhum sacrifício” em razão de ajustes na economia.