Lula anuncia que vai entregar ao TSE autorização para quebra dos sigilos bancário e telefônico dele e de familiares

O presidente Lula afirmou que entregará o documento ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20) e cobrou que seu adversário, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

Por Isabella Moraes

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Presidente Luis Inácio Lula da Silva em anúncioFoto: Reprodução/G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que entregará, nesta terça-feira (20), ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a abertura dos sigilos bancário e telefônico dele e de familiares. Lula também cobrou que seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

“Vou entregar isso amanhã no TSE, na expectativa de que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, declarou Lula.

O presidente afirmou que pretende incluir os cinco filhos na autorização e disse que a iniciativa é uma resposta às acusações feitas contra ele e seus familiares durante a campanha.

“Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto. Essa é minha última disputa eleitoral e não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Isso é em defesa da minha honra, da honra da minha família e, sobretudo, na defesa desse país, que não pode ter um ladrão governando esse país”, afirmou Lula.

Lula é pai de cinco filhos: Lurian, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio.

A declaração foi feita durante pronunciamento à imprensa antes de um ato de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Durante o evento, Lula também exibiu um cartaz com a frase “Abre o sigilo, Flávio”.

“Amanhã entregarei minha procuração para abrir o sigilo dos meus filhos, meu e da minha mulher, e eu queria que ele abrisse o dele, do pai e dos irmãos dele”, afirmou Lula. Na sequência, o presidente voltou a fazer questionamentos sobre o patrimônio e relações financeiras do adversário. As acusações feitas durante a campanha são contestadas por Flávio Bolsonaro e devem ser tratadas como alegações até eventual apuração pelas autoridades.

Flávio Bolsonaro afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas, até o momento das declarações divulgadas nesta segunda-feira, não havia informado se também autorizaria a abertura dos próprios sigilos.

A iniciativa ocorre após o primeiro debate do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no domingo (18), pela Band. Durante o confronto, os candidatos trocaram acusações envolvendo investigações, patrimônio e familiares.

Fonte: G1