O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, durante uma trilha no Pico do Paraná, mobiliza equipes de resgate e voluntários desde a madrugada de 1º de janeiro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de versões divergentes sobre os acontecimentos, a partir de entrevistas e publicações feitas por Thayane Smith, amiga que o acompanhava na atividade.
Em relatos apresentados às autoridades, Thayane informou que conhecia Roberto havia menos de um mês e que ambos decidiram passar o Réveillon no parque estadual para acompanhar o primeiro nascer do sol do ano no topo da montanha. Segundo o depoimento inicial, a subida ao cume ocorreu ainda de madrugada, com a participação de um terceiro trilheiro, e, durante a descida, Roberto não conseguiu manter o ritmo do grupo.
A ampla exposição do caso nas redes sociais gerou comentários e especulações, inclusive com a circulação de vídeos que mostram momentos anteriores à trilha. Especialistas e voluntários que atuam nas buscas alertam que interpretações precipitadas podem dificultar o trabalho de investigação e resgate.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que, até o momento, não há indícios de crime e que o episódio segue sendo tratado como desaparecimento em área de mata. As buscas continuam, e novas informações deverão ser divulgadas oficialmente conforme o avanço das apurações.