As investigações da Polícia Civil apontam que Clara Luiza, de 20 anos, natural de Itaituba, no sudoeste do Pará, foi brutalmente torturada e assassinada por membros de uma facção criminosa em Altamira. O corpo da jovem foi encontrado carbonizado em uma área de mata no bairro Jatobá, no mês de abril.
De acordo com informações apuradas pela polícia, Clara teria sido atraída durante a madrugada para um chamado “tribunal do crime”, onde foi submetida a sessões de tortura antes de ser executada. Dias após o crime, os suspeitos retornaram ao local na tentativa de eliminar vestígios. O movimento suspeito foi notado por moradores, que acionaram a polícia.
As investigações indicam ainda que Clara teria se envolvido com um homem casado, supostamente ligado à facção criminosa. A companheira dele, ao descobrir o relacionamento, teria acionado integrantes da organização para executar a jovem.
No dia 6 de junho, a Polícia Civil prendeu dois adultos e apreendeu dois adolescentes suspeitos de participação no crime. Eles teriam confessado detalhes da ação durante depoimento.