Um professor de academia de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, foi preso em flagrante na terça-feira (17) por fotografar e filmar, sem autorização, alunas do estabelecimento durante a prática de exercícios físicos. Segundo a Polícia Civil, Leonardo Azevedo da Costa, de 34 anos, confessou o crime.
De acordo com o delegado Luís Maurício Armond, que investiga o caso, várias alunas procuraram a polícia alegando terem sido alertadas, por meio de um perfil em uma rede social, de que imagens delas na academia estariam sendo utilizadas e distribuídas em grupos de conteúdos eróticos.
Além disso, o delegado revelou que Leonardo também jogava esperma nas alunas sem que elas percebessem, registrando esses atos para divulgação nas redes sociais e, em alguns casos, chegando a vender esse conteúdo.
“Várias vítimas foram procurar a delegacia falando que tinham sido alertadas através de um perfil no Instagram que as imagens dela estavam sendo utilizadas. Elas eram filmadas por esse professor em situações de práticas esportivas que na realidade ele erotizava, jogava ainda esperma nelas sem que percebessem e as filmava nesse contexto, colocando esse material em redes sociais e algumas vezes ganhando com isso, outras vezes não”, explicou Armond.
As mulheres eram secretamente fotografadas e filmadas pelo instrutor, enquanto ele sexualizava as posições executadas durante as atividades físicas. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o suspeito filmava e fotografava as partes íntimas das alunas especificamente. Adolescentes também teriam sido vítimas do instrutor.
“Ele confessa que fazia isso com uma menor, o que é pornografia infantil”, disse o delegado.
Na casa do professor foram encontrados registros de pornografia infantil. Foram apreendidos documentos, eletrônicos, computadores e telefones celulares do suspeito.
A Polícia Civil informou que Leonardo deve responder pelo artigo 241-B do Estatuto da Criança e Adolescente: adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A pena é de um a quatro anos de prisão e multa.
Demissão
Em nota, a academia Total Box, local onde Leonardo trabalhava e praticava os crimes, informou que ele já não faz mais parte do quadro de funcionários desde 10 de outubro e que a empresa não compactua com nenhuma forma de assédio.