O influenciador digital baiano Rodrigo de Souza Silva, conhecido como "Amendoim" foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, em um condomínio na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. O corpo foi localizado na noite de sábado (28) e o caso é investigado pela Polícia Civil.
Equipes da 81ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) informaram que estiveram no local após receberem denúncia de disparo de arma de fogo dentro de um imóvel. A PM disse que as guias periciais foram expedidas pela 27ª Delegacia Territorial de Itinga, e que o caso foi registrado como suicídio.
A Polícia Civil (PC) não confirma esta informação, e afirmou que "as circunstâncias da morte serão apuradas". A PC detalhou que havia uma pistola e um carregador ao lado do corpo.
Ainda conforme a Civil, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia e removeu o corpo para o Instituto Médico Legal, para ser necropsiado. Não há informações sobre o sepultamento de Rodrigo, que deixou um filho de nove meses.
Quem era Rodrigo Amendoim
"Mendo", como era carinhosamente chamado por amigos e seguidores, conquistou 1,5 de seguidores nas redes sociais mostrando a rotina e dando conselhos, sobretudo amorosos, sempre com muito humor.
Ele costumava interagir diariamente na internet e era amigo de outros influenciadores, com quem gravava vídeos frequentemente, entre eles Cristian Bell, que se desesperou com a morte e postou um vídeos aos prantos.
Lore Rufis e Laís Santiago, ex-namorada de Rodrigo e mãe do filho dele, também lamentaram a perda nas redes sociais. Sthe Matos contou aos seguidores que chegou a passar mal com a notícia da morte de Amendoim.
Antes do trabalho digital, Rodrigo vendeu geladinhos e amendoins pelas ruas de Salvador - o que deu origem ao apelido.
Em entrevista recente a um podcast, ele lembrou a origem humilde e revelou que teve uma infância difícil.
“Minha irmã me criava, mas eu também trabalhava desde muito jovem, tinha responsabilidades em casa. Com 12 anos, eu saía com uma caixa de geladinho nas costas, com 100 unidades, e tinha que voltar sem nenhuma", declarou.
"Fui criado por ela até os 12 ou 13, e eu não era brincadeira. Minha irmã não me aguentou e me deu para meu pai. Fiquei um tempo com ele e ele também não me aguentou e me colocou para fora. Meu próprio pai me colocou para fora de casa", contou
Na ocasião, Rodrigo relatou que muitas vezes apanhava por não conseguir vender os produtos, e que já teve dificuldades para se alimentar, não somente pela escassez de recursos, mas também como forma de castigo, pois o pai dele trancava a geladeira da casa onde moravam.