Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, foi esfaqueada no pescoço na madrugada de segunda-feira (26), em Umarizal, no interior do Rio Grande do Norte. O namorado da vítima, também de 18 anos, foi preso suspeito de cometer o ataque. A jovem permanece internada após passar por uma cirurgia.
Segundo a advogada Helena Belmont, em entrevista à coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, Clara apresenta quadro clínico estável, respira sem a ajuda de aparelhos e já conseguiu dar alguns passos. A jovem precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas já foi extubada.
De acordo com as informações divulgadas, Clara foi atingida por cerca de quatro golpes de faca enquanto estava na residência do namorado. O ataque teria ocorrido após uma discussão relacionada ao resultado das eleições presidenciais. O suspeito teria ficado revoltado com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e com a comemoração da jovem pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25).
A possível motivação política, no entanto, ainda não foi confirmada pela polícia. Segundo o portal Mossoró Hoje, o delegado Raphael Laboissiere informou que o suspeito permaneceu em silêncio durante o depoimento, enquanto Clara ainda não apresentava condições clínicas de prestar esclarecimentos. A Polícia Militar foi acionada por volta das 2h20, e o caso foi registrado como tentativa de feminicídio.
O suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Conforme a advogada da vítima, o relatório policial aponta que o jovem admitiu verbalmente aos policiais que atenderam à ocorrência ter atingido a namorada com uma faca.
Familiares relataram à TV Ponta Negra que Clara morava no município de Lucrécia e havia viajado até Umarizal para encontrar o namorado, com quem mantinha um relacionamento havia aproximadamente seis meses.
A advogada Helena Belmont destacou a importância de combater a violência contra a mulher e de responsabilizar os envolvidos. “É necessário dar visibilidade aos episódios de agressão, identificar os investigados com responsabilidade e cobrar respostas efetivas das instituições; reafirmamos nosso compromisso com a busca pela Justiça, com a proteção de Clara e com o respeito à sua recuperação.”