Gusttavo Lima diz que não deve mais aceitar shows de prefeituras, apesar de terem 'preço especial'

Sertanejo havia sido contratado por R$ 1 milhão para se apresentar em Petrolândia (PE) no dia em que foi alvo de operação que investiga bets, ocultação de bens e lavagem de dinheiro; Declaração foi feita durante live do cantor.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

Em transmissão ao vivo na segunda-feira (30) na qual se defendeu de acusações que vem enfrentando na Justiça, o cantor Gusttavo Lima afirmou que não deve mais se apresentar em festas bancadas pelo poder público. Este assunto seria, segundo ele, um tema que vem o “espetando” ao longo do tempo. No dia em que foi alvo da Operação Integration, que investiga uma organização que teria movimentado R$ 3 bilhões com jogos de azar on-line, ocultação de bens e lavagem de dinheiro, o sertanejo foi contratado pela cidade de Petrolândia (PE) por um valor de R$ 1,1 milhão para um show na Festa do Padroeiro.

O cantor tinha um show marcado na cidade pernambucana de cerca de 37 mil habitantes, mas foi cancelado (”já estava programado, já vinha sendo discutido”, sustentou o advogado Cláudio Bessas). De acordo com Gusttavo, apresentações bancadas pelo poder público começarão a ser vetadas por sua produção devido as críticas que vêm recebendo ao longo do tempo.

“Peço desculpa a todos os fãs de Pernambuco, mas como era show de prefeitura... De uns dois anos pra cá é toda hora, “Gusttavo Lima faz show de prefeitura”. Se a gente fizer 10 shows por ano... E outra coisa: são os shows mais baratos do Gusttavo Lima. A gente faz um preço especial para ter acesso aos nossos fãs. Isso gera economia. Mas está tudo bem”, disse o sertanejo.

Na sequência, o cantor, que ficou conhecido como embaixador, começou a questionar se somente ele seria um artista com shows contratados por prefeituras: “Mas só o Gusttavo Lima que faz show de prefeitura? Nenhum outro artista faz isso, não?” E finalizou afirmando que passará a vetar estas apresentações. “Se é isso que fica espetando o Gusttavo, então não vai ter mais”, afirmou.

Fonte: O globo