Gêmeas unidas pela cabeça são totalmente separadas em cirurgia de 25 h, em SP

A cirurgia final, dentre várias realizadas nos últimos meses, começou no sábado (19) e terminou na manhã deste domingo (20), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto . Allana e Mariah têm 2 anos de idade e passam bem.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução
Allana e Mariah são acompanhadas no HC desde 2021.

As gêmeas Allana e Mariah, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça, foram totalmente separadas neste domingo (20), informou o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP). A cirurgia final, dentre as várias realizadas nos últimos meses, começou ainda no sábado (19) e terminou por volta das 8h do dia seguinte, cerca de 25 horas depois.

Segundo o HC, as gêmeas passam bem e se recuperam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade. Não há previsão de alta.

Ao todo, 50 profissionais participaram do procedimento, entre médicos, enfermeiros, instrumentadores e equipe de apoio. Os detalhes sobre como foi a cirurgia e o estado de saúde das irmãs devem ser divulgados em uma coletiva de imprensa prevista para o final de setembro.

O que estava previsto para ser feito? No procedimento, estava prevista a dissecção de cerca de 25% dos vasos sanguíneos que ainda restavam separar.

Além disso, as gêmeas seriam submetidas à cranioplastia, etapa para fechar a calota craniana e da pele que recobre a cabeça de cada uma das meninas.

Como foi a preparação? A cirurgia final estava inicialmente marcada para acontecer em julho, mas foi adiada após as irmãs apresentarem suspeita de dengue.

Às vésperas da data inicial, Allana e Mariah passaram por um procedimento de expansão final das bolsas instaladas sob a pele das cabeças para ganhar 'espaço' para a cobertura craniana, que será feita após a separação. Segundo os médicos, as bolsas atingiram volumes de 530 ml e 670 ml cada.

Elas também passaram por exames de ressonância magnética e tomografia para checagem das condições cerebrais para a cirurgia de separação total.

Cirurgia anterior foi em março

Allana e Mariah passaram pela primeira neurocirurgia em agosto de 2022, quando tiveram as veias do cérebro separadas.

Três meses depois, em novembro, elas foram submetidas ao segundo procedimento.

A terceira cirurgia para separação dos crânios das gêmeas siamesas ocorreu no dia 11 de março, em um procedimento que durou sete horas.

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O caso das meninas é extremamente raro, com um registro a cada 2,5 milhões de nascimentos. As irmãs nasceram em Ribeirão Preto no dia 9 de dezembro de 2020, mas vivem com a família em Piquerobi (SP).

A anomalia foi diagnosticada quando elas ainda estavam na barriga da mãe. Desde 2021, elas são acompanhadas no HC.

Desde a primeira cirurgia, os profissionais utilizam tecnologia de ponta para os procedimentos e contam com exames clínicos, laboratoriais e de imagem de ressonância magnética, além de tomografia computadorizada integrada a um sistema de realidade virtual.

Fonte: G1 Ribeirão e França