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Duas garotas de programa foram presas pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), na terça-feira (9/7), suspeitas de aplicar o golpe do “boa noite, Cinderela” em um homem em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. As mulheres causaram à vítima um prejuízo de quase R$ 40 mil.
O homem se encontrou com uma das garotas de programa em um motel por volta das 17h de 3 de junho, uma segunda-feira. Ele se interessou pela mulher depois de ver fotos dela em um site, mas ficou decepcionado ao conhecê-la pessoalmente, por não achar parecida com as imagens na internet. Elas usavam fotos de modelos na internet para atrair clientes, segundo informações da (PCGO).
A prostituta, então, disse que tinha uma amiga que poderia ir até o local. Depois de ver fotos da outra mulher e o preço do serviço, o homem aceitou.
Quando a segunda garota chegou, a vítima tomou um energético dado por elas. A bebida, porém, estava “batizada”, e ele desmaiou. Depois disso, as mulheres saíram do motel e, com ajuda de outra garota de programa, fizeram diversas compras em drogaria e em uma distribuidora de bebidas.
Segundo a vítima, as golpistas ainda usaram a senha do cartão para realizar inúmeras transações em máquinas próprias, que somaram quase R$ 40 mil de prejuízo.
A dupla já possuía diversos registros de ocorrências com um modus operandi parecido. Elas foram identificadas como Tainá Carine Silva Costa, 29 anos, e Ester Rocha da Silva, 26.
As investigações da PCGO apontam ao menos outras três vítimas das garotas de programa. Em um dos casos, o cliente as conheceu em uma lanchonete e de lá saiu acompanhado para um motel. A vítima relata que adormeceu após as mulheres drogarem sua bebida.
O homem só percebeu que tinha caído em um golpe depois de sair do local e notar que a carteira tinha sido levada. Ao se dar conta da fraude, ele recebeu uma mensagem do banco que confirmava uma transferência de R$ 8,5 mil para uma das golpistas.
Outra vítima relatou que conheceu uma das prostitutas por meio de um site e, no mesmo dia, a encontrou, mediante o pagamento de R$ 150. Cerca de um mês depois, a mulher contatou o cliente dizendo estar grávida, e pediu ainda mais dinheiro.