Uma ex-funcionária de uma creche particular localizada no bairro Solo Sagrado, em São José do Rio Preto (SP), procurou a mãe de um menino de dois anos, diagnosticado com autismo nível 2, para relatar supostos maus-tratos dentro da unidade. A denúncia ocorreu após a berçarista esconder um bilhete na mamadeira da criança, na última sexta-feira, alertando a responsável de que precisava falar com urgência sobre os cuidados oferecidos ao menino.
A mãe, técnica de enfermagem de 31 anos, afirmou que não percebeu o bilhete inicialmente e só tomou conhecimento da denúncia quando a ex-funcionária a procurou pelas redes sociais. Segundo o material enviado pela trabalhadora, a criança teria sido mantida isolada em uma sala sem refrigeração adequada, além de aparecer suada e com fezes em uma das imagens. Em outra foto, o menino estava sentado sozinho em uma cadeira de refeição, sem possibilidade de se movimentar.
De acordo com o relato apresentado pela ex-funcionária, também haveria problemas relacionados ao armazenamento inadequado de alimentos, falta de higiene e estrutura precária para o atendimento às crianças. A profissional ainda alegou que alguns bebês dormiam no chão ou em colchões danificados. A mãe afirmou que passou a desconfiar da situação após notar alterações no comportamento do filho, que apresentava episódios agressivos incomuns, apesar do tratamento e da medicação em curso.
A direção da creche negou todas as acusações em nota divulgada no sábado, afirmando que as informações são inverídicas e que não houve qualquer prática de maus-tratos. A instituição declarou estar à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Além da técnica de enfermagem, outras três mães registraram boletim de ocorrência no mesmo dia relatando situações similares. A mãe do menino informou ter procurado assistência jurídica e pretende levar o caso às esferas civil e criminal. A Secretaria de Segurança Pública foi questionada sobre o andamento da investigação, mas não respondeu até a última atualização disponível.