Funcionária de sorveteria reage a tentativa de estupro e mata criminoso com golpe de faca em Goiás

Homem teria arrastado a trabalhadora para o banheiro do estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, a mulher foi liberada após o delegado identificar indícios de legítima defesa.

Por Gabriele Rodrigues

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Nelson Ferreira Lemes morreu após tentativa de estupro, em Goiás, segundo a Polícia Militar — Foto: Divulgação/PM

Uma funcionária de uma sorveteria reagiu a uma tentativa de estupro e atingiu um homem com um golpe de faca durante uma luta corporal, na manhã de domingo (25), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital de Goiás. O suspeito, identificado como Nelson Ferreira Lemes, de 42 anos, não resistiu ao ferimento e morreu no local.

Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu em um estabelecimento localizado na Avenida Uru, no Setor dos Afonsos. O homem teria entrado na sorveteria fingindo ser cliente, enquanto a funcionária realizava a limpeza do local.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o homem conversa com a trabalhadora, circula pelo estabelecimento e chega a sair da loja, mas retorna pouco depois.

Nas imagens, a mulher aparenta estar assustada e chega a pegar o celular para fazer uma ligação. Segundo a PM, ela conseguiu entrar em contato com o proprietário da sorveteria e pedir ajuda.

Ainda de acordo com a polícia, o homem retornou ao estabelecimento armado com uma faca e arrastou a funcionária à força para o banheiro, localizado nos fundos do comércio.

Durante a luta corporal, a trabalhadora conseguiu tomar a faca do suspeito e desferir um golpe que atingiu a perna dele. Em seguida, ela fugiu do local. A câmera de segurança registrou o momento em que a mulher saiu correndo dos fundos da sorveteria, enquanto o homem permaneceu caído.

Nelson Ferreira Lemes não resistiu ao ferimento e morreu antes da chegada do socorro.

Suspeito usava tornozeleira eletrônica

De acordo com a Polícia Militar, o homem possuía seis registros criminais anteriores por roubo e utilizava tornozeleira eletrônica. No entanto, o equipamento de monitoramento estava desligado desde a última quinta-feira (22).

O caso foi registrado na Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia.

Segundo a Polícia Civil, a funcionária foi liberada após o delegado responsável identificar indícios de legítima defesa. As circunstâncias da ocorrência continuam sendo investigadas.

Fonte: G1