Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em vídeo publicado no Instagram nesta segunda-feira (26), que a Polícia Federal (PF) o intimou na rua a entregar seus passaportes. Ele disse que também está proibido de deixar o país.
“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, afirmou.
Abordagem após visita ao pai
Flávio disse que foi visitar o pai pela manhã e que ele está em prisão domiciliar. O político afirmou que os agentes estavam na porta da casa quando ele saía, e a intimação ocorreu no meio da rua. Ao se referir à instituição, usou a expressão “Polícia Federal do Lula”.
Ele atribuiu a ordem a Alexandre de Moraes e afirmou que a decisão se baseou em uma fala de Eduardo, de 23 de outubro, de que deveria deixar o país caso perdesse a eleição. Flávio negou ter feito essa declaração e questionou: “Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”.
Críticas à decisão
Flávio afirmou que a decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado eleitoral. Ele questionou se receberia o mesmo tratamento caso tivesse vencido: “Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua?”.
O político relacionou a medida ao resultado da eleição. “Isso é um sinal que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição, uma questão política, não pode ser assim”, disse.