Flamengo aciona Conmebol e tenta anular eliminação na Libertadores

Clube contesta a presença do zagueiro Rojo no jogo de volta da semifinal e acionou a Conmebol após a queda nos pênaltis.

Por Richardson Carvalho

Foto: Sergio Moraes/Reuters
Dois jogadores disputam a bola em uma partida de futebol, com o árbitro ao fundo.

O Flamengo acionou a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) nesta sexta-feira (24) e pediu a reversão da eliminação na semifinal da Libertadores por contestar a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes de La Plata, segundo o R7. O clube quer que a partida seja decidida por 3 a 0.

A contestação mira o jogo de volta disputado em 22 de outubro, no Maracanã, quando o time argentino avançou nos pênaltis por 4 a 2, após empate sem gols no tempo normal, segundo o ge. Rojo atuou com respaldo de uma liminar da Corte Arbitral do Esporte (CAS), órgão ligado à Fifa, e deixou o campo aos 30 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Tomás Palacios.

Entenda a disputa

O Estudiantes levou o zagueiro para a Argentina depois de sua saída do Racing, em uma negociação marcada por atritos com o presidente Diego Milito, que resistia em vendê-lo a um concorrente direto antes do fim do contrato, em dezembro. O acordo foi fechado por US$ 500 mil, o equivalente a R$ 2,5 milhões, depois dos desfalques de Pirez e Tomás Palacios na primeira partida contra o Flamengo.

O negócio ainda prevê o pagamento de mais US$ 250 mil, ou R$ 1,2 milhão, pela vaga na decisão, e de US$ 450 mil, cerca de R$ 2,2 milhões, em caso de título. A reportagem informa que Rojo foi registrado no campeonato argentino para substituir Gabriel Neves, mas a Conmebol negou sua inscrição na Libertadores por entender que o tempo de recuperação do uruguaio não atendia ao regulamento do torneio.

Texto em espanhol do artigo 19 do código disciplinar da Conmebol.
Trecho do artigo 19 do código disciplinar da Conmebol exibido em espanhol.Foto: Reprodução/R7

O Estudiantes recorreu ao CAS e conseguiu a liberação para escalá-lo no Maracanã. O Flamengo sustenta que a liminar deixava os argentinos responsáveis pelos riscos jurídicos da utilização do defensor e cita o artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê derrota por 3 a 0 em caso de escalação irregular, desde que haja reclamação oficial em até 24 horas após o jogo.

Fonte: R7