O Flamengo acionou a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) nesta sexta-feira (24) e pediu a reversão da eliminação na semifinal da Libertadores por contestar a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes de La Plata, segundo o R7. O clube quer que a partida seja decidida por 3 a 0.
A contestação mira o jogo de volta disputado em 22 de outubro, no Maracanã, quando o time argentino avançou nos pênaltis por 4 a 2, após empate sem gols no tempo normal, segundo o ge. Rojo atuou com respaldo de uma liminar da Corte Arbitral do Esporte (CAS), órgão ligado à Fifa, e deixou o campo aos 30 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Tomás Palacios.
Entenda a disputa
O Estudiantes levou o zagueiro para a Argentina depois de sua saída do Racing, em uma negociação marcada por atritos com o presidente Diego Milito, que resistia em vendê-lo a um concorrente direto antes do fim do contrato, em dezembro. O acordo foi fechado por US$ 500 mil, o equivalente a R$ 2,5 milhões, depois dos desfalques de Pirez e Tomás Palacios na primeira partida contra o Flamengo.
O negócio ainda prevê o pagamento de mais US$ 250 mil, ou R$ 1,2 milhão, pela vaga na decisão, e de US$ 450 mil, cerca de R$ 2,2 milhões, em caso de título. A reportagem informa que Rojo foi registrado no campeonato argentino para substituir Gabriel Neves, mas a Conmebol negou sua inscrição na Libertadores por entender que o tempo de recuperação do uruguaio não atendia ao regulamento do torneio.

O Estudiantes recorreu ao CAS e conseguiu a liberação para escalá-lo no Maracanã. O Flamengo sustenta que a liminar deixava os argentinos responsáveis pelos riscos jurídicos da utilização do defensor e cita o artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê derrota por 3 a 0 em caso de escalação irregular, desde que haja reclamação oficial em até 24 horas após o jogo.